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Como um caderno levou brasileira a ser uma das favoritas no US Open

UOL Esporte ·
Como um caderno levou brasileira a ser uma das favoritas no US Open

Luisa fez anotações ao longo da infância e juventude. Não deixava passar informação alguma de treinos e jogos, de vitórias ou derrotas. Tornar-se profissional ainda era apenas um sonho, e ela ainda não sabia, mas, ali, foi se formando um acervo particular que virou combustível.

"Às vezes, quando volto para casa, vejo um caderninho de quando eu tinha 12, 13, 14 anos de idade. Escrevia tudo: o que treinei, quando treinei, se foi bom, se foi ruim. Se eu jogava um jogo-treino, colocava o resultado, o que achei que eu fiz bem, o porquê ganhei. Se perdi, o que a outra pessoa fez para incomodar, ou fez melhor", conta a tenista, em entrevista exclusiva ao UOL .

Mais do que dar orgulho, acho que me relembra tudo que eu fiz pra chegar onde estou... Nos dias que você está questionando a capacidade, achando que não está bom o suficiente, aquela autocobrança vem à tona, acho que dá para olhar para trás e lembrar que eu estava fazendo tudo aquilo desde pequena, todo dia, e para que que eu estava fazendo tudo aquilo? Basicamente, para estar onde estou hoje. Essa lembrança de tudo que fiz e continuou construindo, e a paciência no processo. Luisa Stefani

A brasileira vive um 2026 com resultados expressivos. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, conquistou o WTA 250 de Eastbourne, WTA 500 de Estrasburgo e o WTA 1000 de Dubai, além de ter alcançado a final de Wimbledon.

Para Luisa, o empenho em construir o entrosamento como dupla foi um diferencial neste ano. A tenista afirma que a consistência é essencial.

Vejo que, a cada gira, a gente vem melhorando como dupla. Acho que mesmo tendo sido um ótimo ano em questão de resultados, a partir desse princípio de botar o trabalho nos treinos, fazer ajustes, usar estatísticas, usar nossas experiências separadamente e, agora, unindo as duas juntas, tem sido super enriquecedor para a temporada. Principalmente nos grandes torneios Luisa Stefani

Luisa ficou fora dos WTA 1000 de Toronto e Cincinnati para se recuperar de uma lesão no cotovelo direito. Ela voltou às quadras para o quali das duplas mistas do US Open. Ao lado do britânico Neal Skupski, os cabeças de chave 3 perderam para a neozelandesa Erin Routliffe e o britânico Lloyd Glasspool por 2 sets a 1, com parciais de 4/1, 3/5 e 10/7.

"A gente acabou perdendo, mas foi ótimo para sentir as condições. É um formato diferente de jogo também, que é bem rápido, set curto. Então, você tem que estar ligado desde o início", diz Luisa.

Apesar da derrota nas mistas, a tenista brasileira acredita que foi importante chegar cedo em Nova York e jogar para pegar ritmo de jogo antes da disputa das duplas femininas, que começam na quinta-feira (3). E aquela menina de 12 anos, que anotava tudo em seu caderninho, será a cabeça de chave 2 ao lado da parceira Dabrowski, formando uma das duplas favoritas ao título.

À frente delas somente a tcheca Katerina Siniakova e a norte-americana Taylor Townsend — que já venceram, juntas, três Grand Slams na carreira, incluindo Roland Garros neste ano.

Esse ano a gente foi longe nos Grands Slams, então é justo dizer que agora o foco é conseguir batalhar e ir longe nos grandes eventos e nos maiores eventos e levar um título para casa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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