Flávio Bolsonaro nega Eduardo chanceler e diz que ‘não está no radar’ nomear Jair
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, disse nesta sexta-feira (16) em sabatina na Globo que “não está no radar” um cargo para seu pai, Jair Bolsonaro (PL), e que seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL) não será chanceler caso ele seja eleito presidente.
“O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”, afirmou em relação ao pai, que está em prisão domiciliar após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que se mudou para os EUA em 2025 e tem atuado junto ao governo Donald Trump para sanções contra magistrados do STF (Supremo Tribunal Federal), tem sido cogitado por aliados da família como um futuro ministro de eventual governo Flávio.
O candidato do PL disse, porém, que ele não será chanceler.
Do exterior, Eduardo articulou ações de represálias contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do julgamento da tentativa de golpe, que foi alvo de sanções financeiras por meio da Lei Global Magnitsky.
O irmão do candidato também comemorou publicamente a aplicação de uma sobretaxa comercial pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros, em julho do ano passado.
O governo americano tomou a medida, entre outros motivos, como represália pelo julgamento de Bolsonaro.
Eduardo perdeu o cargo de deputado e seu emprego como agente da Polícia Federal.
Ele foi condenado por coação no curso do processo, por tentar evitar o julgamento de seu pai, e teve um mandado de prisão emitido no último dia 9, em decorrência do trânsito em julgado do processo.
Em relação ao fim da escala 6×1, após ter chamado a medida de oportunista e eleitoreira, Flávio voltou a dizer nesta sexta que mudou de posição porque ouviu trabalhadores nas ruas.
Até então, ele defendia a criação de um modelo de contratação baseado no pagamento por hora trabalhada.
Nesta semana, diante da articulação do governo Lula (PT) que levou a proposta a plenário, adotou outro posicionamento e votou, remotamente, pela aprovação do projeto.
“Eu rodei o Brasil inteiro, ouvi muitos trabalhadores.
Eu votei conforme o que eu vi nas ruas.
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