Do diretor de ‘O Albergue’, O Sorveteiro leva o gore às crianças do subúrbio
A presença e o protagonismo de crianças são frequentes em filmes de horror.
Do terror clássico Os Inocentes (1961, Jack Clayton) a Hereditário (2018, Ari Aster), elas são vítimas perfeitas para aumentar a tensão, por representarem a pura inocência em pessoa.
Às vezes, entretanto, os ‘baixinhos’ também podem ser os algozes, como um receptáculo de uma possessão demoníaca – ou não.
Em O Sorveteiro , o novo splatter de Eli Roth, o terror e o protagonismo são todos deles.
O estadunidense Eli Roth é um dos nomes mais lembrados hoje quando se fala no gore , o terror com violência gráfica extrema.
Ele é pai do chamado torture porn , subgênero marcado pelo seu O Albergue e também pela franquia Jogos Mortais .
Recentemente, o cineasta decidiu manchar de sangue de vez a imagem de um dos feriados mais tradicionais dos EUA, o Dia de Ação de Graças, em Feriado Sangrento (2023).
Agora, o diretor explora o imaginário do mundo infantil, partindo de um estranho caminhão de sorvete.
O Sorveteiro tem em sua premissa quase que a união da história do “homem do saco” que os pais contam para as crianças não saírem na rua, e o alerta de não aceitar doces de estranhos que vem lá de João e Maria.
Entretanto, Roth não está interessado em uma fábula moral educativa – do contrário, a mensagem seria “não compre sorvete de vendedores que parecem meio como o vilão de Jim Carey em Sonic , ponto”.
Aqui, Roth quer chocar com imagens gráficas extremamente violentas e sanguinolentas, protagonizadas por criaturas fofas – quase gremlins humanos.
Na trama, todos os jovens de um subúrbio pacato dos EUA que comeram o sorvete de um estranho vendedor (Ari Millen) começam a ter comportamentos violentos e assassinar os adultos.
Em meio a essa confusão, um grupo de crianças que, por algum motivo (como intolerância à lactose), não comeram o gelato, tenta sobreviver e não serem cooptados pelo sorveteiro demoníaco e seu doce perigoso.
O sol escaldante, o cenário idílico de comercial de margarina e as famílias supostamente perfeitas são desintegradas com o maior grau de violência possível.
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