‘Taxa das blusinhas’, que Lula tenta derrubar, causou rombo de R$ 3 bilhões nos Correios
Criada, em larga medida, com o argumento de aliviar os efeitos da avalanche de importações sobre a indústria e o varejo nacionais , a taxação das compras internacionais de pequeno valor, a chamada “taxa das blusinhas”, acabou criando problemas para uma vítima não calculada: os Correios, a estatal que esstá à beira de um colapso financeiro , que vai precisar receber um socorro de 6 bilhões de reais dos cofres públicos para não morrer e que era a principal distribuidora, dentro do país, dos pacotes vindos de fora. !function(e,t,s,i){var n='InfogramEmbeds',o=e.getElementsByTagName('script'),d=o[0],r=/^http:/.test(e.location)?'http:':'https:';if(/^\/{2}/.test(i)&&(i=r+i),window[n]&&window[n].initialized)window[n].process&&window[n].process();else if(!e.getElementById(s)){var a=e.createElement('script');a.async=1,a.id=s,a.src=i,d.parentNode.insertBefore(a,d)}}(document,0,'infogram-async','//e.infogr.am/js/dist/embed-loader-min.js'); A taxa das blusinhas, que entrou em vigor em agosto de 2024, passou a cobrar um imposto de 20% sobre as encomendas de até 50 dólares feitas pela internet, que até então eram isentas.
Dali para cá, não só as compras internacionais despencaram , como, também, o faturamento dos Correios, que teve perdas bilionárias nesse tipo de entrega.
Depois de quase dois anos em vigor, a taxa foi derrubada de maneira temporária em maio pelo governo, e o time do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora corre contra o tempo para aprovar a isenção no Congresso de maneira permanente e impedir, portanto, que a cobrança volte .
A previsão é que o texto seja votado nesta quinta-feira, 3 .
Continua após a publicidade Quebra do monpólio Ainda um ano antes da taxa das blusinhas ser criada, o Remessa Conforme, programa de ajustamento das importadoras às regras da Receita Federal , estruturado em junho de 2023 pelo próprio governo Lula, já tinha embutido também uma outra pequena alteração que atingiu em cheio a estatal de entregas: permitiu que outras empresas privadas de comércio eletrônico e logística, as chamadas “courier”, também distribuíssem pelo país as encomendas internacionais.
Continua após a publicidade Era uma espécie de contrapartida para aquelas que se adequassem ao Remessa Conforme e passassem a fazer corretamente as declarações de suas importações.
Até então, a entrega das remessas internacionais era um monopólio exclusivo dos Correios.
Essa combinação de abertura à concorrência com a derrubada no volume de compras foi fatal, e o resultado é que a receita dos Correios com as entregas de importados teve um tombo da ordem de 70% de lá para cá.
Como esse nicho já representavam quase um quarto de seu faturamento total, foi como se uma perna inteira de sua sustentação financeira fosse retirada.
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