Número de mortos em enchentes no Nepal e Tibete sobe para 734
O número de mortos nas inundações que atingiram o Nepal e o Tibete subiu para 734, segundo balanço da agência de gestão de desastres nepalesa neste domingo (30.ago.2026).
Cerca de 3.000 pessoas estão desaparecidas depois que uma enxurrada de água, lama e detritos atingiu comunidades na região na 4ª feira (26.ago).
As autoridades locais estimam 3.044 desaparecidos, sendo cerca de 2.400 no Nepal e de 500 a 600 no Tibete, entre moradores, turistas e trabalhadores de usinas hidrelétricas.
Ao menos 540 são estrangeiros.
Segundo a Reuters , o Nepal suspendeu as operações de busca e resgate no sábado (29.ago) por causa do mau tempo.
Narendra Pariyar, principal autoridade do distrito de Rasuwa, um dos mais afetados pela catástrofe, disse que o foco passou a ser o transporte terrestre dos resgatados até a capital Katmandu.
As enchentes destruíram casas, estradas e pontes e interromperam o deslocamento por partes da região.
Imagens divulgadas depois da tragédia mostram veículos soterrados, construções cobertas por lama e comunidades praticamente destruídas.
As autoridades nepalesas também permanecem em alerta para o risco de novas inundações.
Um lago formado por um deslizamento na região da fronteira começou a transbordar na 6ª feira (28.ago.), o que levou à interrupção temporária das buscas.
As operações foram retomadas depois que o risco diminuiu.
Ainda na 6ª feira (28.ago), o Ministério das Relações Exteriores do Nepal havia divulgado que o país não precisaria de apoio de equipes de busca e resgate de outros países, depois que nações como Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido e Japão ofereceram enviar profissionais .
Poucas horas depois, o governo nepalês mudou de ideia, e pediu apoio técnico especializado, sobretudo em áreas onde o país não tem conhecimento suficiente.
As prioridades são resgates em túneis de usinas hidrelétricas, recuperação das comunicações e do transporte, identificação de corpos e exames de DNA.
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