Assédio eleitoral no trabalho teve mais de 4 mil denúncias em duas eleições
Com a aproximação das eleições de 2026 , casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho voltam ao radar de empresas e autoridades.
Nas duas últimas eleições, o Ministério Público do Trabalho ( MPT ) recebeu 4.273 denúncias relacionadas à prática.
O maior volume ocorreu nas eleições gerais de 2022, quando foram registradas 3.371 queixas.
Dois anos depois, durante as eleições municipais, foram 902 denúncias, uma redução de 73,2% em relação ao pleito anterior.
O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são pressionados, constrangidos ou ameaçados em razão de suas escolhas políticas ou com o objetivo de influenciar o voto.
Vale notar que a prática não se restringe a ordens explícitas para que o funcionário escolha determinado candidato.
Ameaças de demissão, promessas de benefícios vinculadas ao resultado das urnas e pressão política em grupos corporativos estão entre as condutas que podem caracterizar assédio.
Dependendo do caso, até manifestações de gestores durante reuniões ou insinuações sobre consequências profissionais relacionadas à eleição podem criar situações de constrangimento.
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“O assédio eleitoral, embora menos conhecido, vem crescendo muito em anos eleitorais.
A pressão ou coação para influenciar o posicionamento político do empregado pode gerar consequências sérias para a empresa”, afirmou o jurista.
Entre as situações que podem caracterizar a prática estão: Pressionar funcionários a votar em determinado candidato.
Ameaçar demissão ou prejuízo profissional por causa do voto.
Condicionar benefícios, promoções ou a manutenção do emprego a uma posição política.
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