Crack, sexo e crimes: "Van da sacanagem" tira o sossego de moradores no DF
O cenário na Quadra 202 do Recanto das Emas reflete um drama urbano que une o descaso com o espaço público à insegurança diária vivida pela comunidade local.
Fileiras de veículos abandonados, muitos deles deixados por oficinas mecânicas da região, ocupam as calçadas e acostamentos com vidros quebrados, portas destrancadas e estruturas tomadas pela ferrugem.
No entanto, em meio à carcaça de automóveis de passeio e utilitários que se acumulavam ao longo da via, um veículo em especial tornou-se o centro de uma rotina inusitada e perigosa: uma van do tipo Sprinter, abandonada há meses, transformou-se em um ponto multifuncional para a marginalidade e encontros amorosos fugazes .
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Motel sobre rodas Sem pagar nada e abrindo mão de qualquer privacidade proporcionada pelas quatro paredes de um estabelecimento convencional, casais audaciosos utilizam os bancos rasgados e o interior abafado da van para sessões intensas e desinibidas de sexo rápido.
A ousadia de quem frequenta o local não escolhe horário, ocorrendo tanto na calada da noite quanto à luz do dia, diante dos olhos de quem transita pela quadra.
Imagens registradas por câmeras de segurança instaladas em imóveis da rua revelam a dinâmica conturbada em torno da van.
Em um dos trechos, é possível observar a ingenuidade das crianças utilizando o espaço como playground improvisado.
O momento de maior apelo visual capturado pelas câmeras, contudo, ocorre cerca de 10 horas depois, e ilustra a rotina de encontros íntimos no veículo.
Já na alta madrugada, uma jovem de cabelos longos e roupas curtas encontra-se com um rapaz que chega ao local de bicicleta.
Após trocarem beijos acalorados e abraços ostensivos em plena via pública, o casal abre a porta lateral da van Sprinter e se tranca no interior do utilitário para finalizar o encontro.
A falta de fiscalização e a ausência de remoção das sucatas mantêm o local como um símbolo da degradação urbana no Recanto das Emas, onde a linha entre o abandono público e o desrespeito ao convívio comunitário se apaga a cada dia.
Frequentadores da carcaça A rotina de desordem no local foi confirmada por moradores que convivem diariamente com o medo e a sensação de desamparo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.