Biodiesel ganha espaço em MS e amplia mercado para produtores de soja
Mato Grosso do Sul produziu 31,159 milhões de litros de biodiesel no primeiro semestre de 2026, contra 23,536 milhões de litros no mesmo período do ano passado.
O aumento de 32,4% colocou o Estado na 7ª posição entre os produtores nacionais no período.
Como 77,38% das matérias-primas utilizadas na produção estadual são provenientes do óleo de soja, o crescimento da indústria amplia a conexão entre a lavoura e a cadeia de biocombustíveis.
O estudo da Aprosoja/MS aponta que essa expansão pode representar oportunidades para o produtor não apenas pela maior demanda pela soja, mas também pela possibilidade de participação em novos modelos de fornecimento, contratos com usinas e utilização do próprio biodiesel nas operações agrícolas e logísticas.
O B100 é o biodiesel puro, sem mistura com diesel fóssil.
No Brasil, ele é produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais.
Em Mato Grosso do Sul, o óleo de soja é a principal matéria-prima.
O combustível é obtido por meio de um processo químico chamado transesterificação, no qual o óleo reage com um álcool de cadeia curta, geralmente metanol, na presença de um catalisador.
A expansão do setor ocorre em um momento em que o mercado brasileiro tem uma trajetória de aumento da participação do biodiesel no diesel comercial.
A Lei nº 14.993/2024, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, estabeleceu um cronograma para elevar gradualmente a mistura obrigatória, com meta de chegar ao B20 até março de 2030.
Atualmente, o mercado opera com B15.
O avanço para B16, inicialmente previsto para 2026, foi adiado para 2027, segundo o estudo, em razão da necessidade de testes técnicos adicionais.
Uma mistura maior de biodiesel ao diesel significa uma necessidade crescente de matéria-prima para a indústria.
O estudo destaca que o movimento amplia estruturalmente a demanda por óleo vegetal, principalmente óleo de soja, e pode fortalecer a integração entre produtores e agroindústrias.
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