Petróleo sobe mais de 5% após novos ataques dos EUA ao Irã
O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (1º), após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informar o início de novos ataques contra alvos no Irã.
A ofensiva foi apresentada como resposta a ações de Teerã contra embarcações no Estreito de Ormuz.
No mercado, o WTI para outubro subiu 5,2%, enquanto o Brent para novembro avançou 4,6%.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para outubro encerrou o pregão em alta de 5,2% (US$ 4,46), cotado a US$ 90,22 por barril.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para novembro fechou com valorização de 4,6% (US$ 4,16), a US$ 94,65 por barril.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou os ataques como “grandes e poderosos” e afirmou que, em caso de nova retaliação iraniana, a resposta ocorrerá em “nível maior”.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que a pressão econômica sobre Teerã será intensificada.
Segundo a agência Irna, explosões foram ouvidas nas regiões iranianas de Bandar Abbas, Qeshm, Jask e Sirik, além da província de Hormozgan.
A agência Tasnim informou que o Irã responderá aos ataques desta terça-feira de “maneira intensa”.
Em Jerusalém, a Embaixada dos Estados Unidos emitiu alerta de segurança e orientou cidadãos americanos na região a manter vigilância reforçada diante do risco de uma “escalada imprevista”.
Também nesta terça-feira (1º), líderes da Organização para Cooperação de Xangai (OCX) assinaram uma declaração conjunta condenando a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e as sanções ocidentais a alguns de seus membros, após cúpula de dois dias no Quirguistão.
Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, além das hostilidades no Estreito de Ormuz, o mercado de energia também acompanha o spread do diesel acima de US$ 100 por barril.
Segundo ele, ataques a refinarias russas levaram Moscou a estender sua proibição de exportação de produtos até 30 de setembro, apertando os suprimentos na Europa e ampliando a pressão sobre refinarias dos EUA.
O avanço do petróleo refletiu a reação do mercado à intensificação do confronto entre Estados Unidos e Irã, em um ambiente de maior tensão no Oriente Médio e atenção adicional sobre o abastecimento de derivados.
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