Enfermeira que matou os 3 filhos: pelo 2º dia, júri não chega a veredicto sobre Lindsay Clancy
Lindsay Clancy e seu advogado Kevin Reddington ouvem o juiz William Sullivan após júri anunciar não ter chegado a veredicto Greg Derr/AP Photo Os jurados do julgamento de Lindsay Clancy por homicídio informaram, pela segunda vez, que não conseguiram chegar a um veredito sobre se ela é criminalmente responsável pela morte de seus três filhos; no entanto, na quarta-feira, o juiz instruiu-os a continuar tentando. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Em um caso que chocou e dividiu os Estados Unidos, a enfermeira é julgada por homicídio após ter matado seus três filhos pequenos em casa em 2023 por estrangulamento.
A defesa alega que ela sofria de psicose pós-parto.
Clancy, ex-enfermeira de obstetrícia, não nega ter estrangulado seus três filhos na casa da família, em Massachusetts, em 2023.
Contudo, sua defesa argumenta que ela agiu sob efeito de psicose pós-parto, enquanto a acusação sustenta que ela tinha consciência de seus atos.
Clancy, de 36 anos, observava o júri com expressão impassível enquanto o juiz William Sullivan explicava ao tribunal que os jurados haviam chegado a um impasse no quinto dia de deliberações — um sinal de que aumenta a probabilidade de um júri sem consenso e de o julgamento terminar sem uma resolução.
Agora no g1 O que acontece se eles não chegarem a um veredicto? Se a falta de consenso permanecer, o julgamento será declarado anulado, e o caso retornará, essencialmente, ao mesmo estágio anterior ao julgamento: a ex-enfermeira de obstetrícia, de 36 anos, continuaria acusada de homicídio e mantida em um hospital psiquiátrico, aguardando a resolução do processo criminal.
Clancy poderia submetida a um novo julgamento, mas a promotoria tem outras opções.
Os promotores teriam de decidir se tentariam novamente com um novo júri.
Caso optassem por isso, o processo de seleção do júri recomeçaria e um novo julgamento seria agendado.
A promotoria também poderia oferecer um acordo judicial a Clancy, afirmou Brad Bailey, advogado de defesa de Boston e ex-promotor que não está envolvido no caso.
"Sempre que surge novamente a ameaça de um novo julgamento — com a acusação de homicídio em primeiro grau pairando sobre a cliente —, os advogados de defesa, no mínimo, avaliam se há interesse em uma resolução", disse Bailey.
O juiz Sullivan orientou os jurados a não abrirem mão de suas convicções apenas para chegar a um veredito, mas pediu que considerassem seriamente os pontos de vista divergentes e reavaliassem suas posições, caso fosse apropriado.
Não há como saber, disse ele, se um outro júri seria "mais inteligente, mais imparcial ou mais competente para decidir o caso do que vocês".
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