“Temos de fazer boas escolhas. Não temos tempo para pressa!”
PAUSE! Sangue Latino , de João Ricardo e Paulinho Mendonça, na voz de Ney Matogrosso com os Secos & Molhados, para coemergir com a leitura.
Gravada em 1973, em plena ditadura, a canção dá tema ao 15º Seminário Interdisciplinar em Sociologia e Direito da UFF.
Seus ventos atravessam também esta leitura.
David Robinson respondia pelos documentos que explicam ao público por que os modelos da OpenAI podem ser considerados seguros.
Deixou a empresa e expôs suas razões em The Atlantic e em entrevista a Ezra Klein, do New York Times .
As empresas pedem regulação, assinam cartas pela desaceleração e divulgam incidentes em que seus sistemas escapam ao controle.
Seus dirigentes continuam investindo para que essas máquinas construam outras, ainda menos compreendidas, ainda mais depressa.
Robinson cofundou a Upturn , organização de direitos civis que investiga como softwares decidem o acesso à moradia, à saúde e ao emprego.
Considerava ingênuos os que temiam catástrofes.
Três anos dentro da OpenAI bastaram para concluir que a indústria constrói algo perigoso sem a cultura de segurança necessária.
Sua saída expõe o deslocamento da ciência: de condição para lançar tecnologia a registro dos riscos que a direção aceitou correr.
Talidomida e Challenger: quem precisa provar o perigo? A talidomida foi vendida no fim dos anos 1950 como sedativo seguro, inclusive para gestantes, e milhares de crianças nasceram com malformações.
No Brasil, houve vítimas em gerações posteriores.
Nos Estados Unidos, Frances Kelsey, da FDA, recusou a aprovação enquanto faltassem dados.
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