Ibovespa mira 200 mil pontos, mas eleição e correção podem testar o rali
Há menos de três meses, o mercado discutia até onde poderia ir a queda do Ibovespa.
Agora, a pergunta mudou: os 200 mil pontos voltaram a ser um alvo possível? O principal índice da Bolsa brasileira fechou esta quarta-feira (2) em alta de 3,05%, aos 185.205 pontos, completando a 11ª sessão consecutiva de valorização.
Foi o maior fechamento desde o início de maio e deixou o Ibovespa a cerca de 8% da marca de 200 mil pontos.
A arrancada é expressiva.
Desde a reação iniciada na região dos 164.835 pontos, o índice acumula recuperação de aproximadamente 12%.
E não foi apenas o preço que mudou.
Parte dos fatores que pressionavam a Bolsa em junho — entre eles saída de estrangeiros, juros elevados e piora da percepção de risco — começou a se mover em direção mais favorável.
Isso não significa, porém, que o caminho até a máxima histórica de 199.354 pontos — e, depois, até os 200 mil — será uma linha reta.
Depois de 11 altas seguidas, aumenta a possibilidade de uma realização de lucros.
Ao mesmo tempo, a eleição passou a ter influência cada vez maior sobre Bolsa, dólar e juros, adicionando uma camada importante de volatilidade ao cenário.
“Na minha visão, no curto prazo não está na hora de entrar, mas acho que ainda tem mais alta”, afirma André Moraes, analista e chairman da BFR Investimentos.
Para ele, quem tenta capturar apenas o movimento imediato chega depois de uma parte relevante da arrancada.
A avaliação muda, porém, quando o horizonte passa para médio e longo prazo.
Leia também Ibovespa sobe 3% com fluxo estrangeiro e empate técnico entre Lula e Flávio Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 3,05%, a 185.205,09 pontos, maior alta percentual em um dia desde março Dos 165 mil aos 185 mil: o que mudou para o Ibovespa? O contraste com junho ajuda a entender por que os 200 mil pontos voltaram tão rapidamente à conversa.
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