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Entenda por que respostas de Moraes a Vorcaro não aparecem em relatório

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Entenda por que respostas de Moraes a Vorcaro não aparecem em relatório

O relatório revelado pela PF (Polícia Federal) nesta terça-feira (1º) mostra uma série de mensagens enviadas pelo ex-banqueiro e dono do Banco Master Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal).

Apesar de a investigação ter conseguido recuperar o conteúdo enviado pelo ex-banqueiro, as respostas do magistrado não aparecem no material.

Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil , isso ocorre por causa da forma como Vorcaro enviava as mensagens e das limitações para recuperar dados no aparelho de quem as recebeu.

A perícia foi realizada a partir do celular de Vorcaro, apreendido pela PF em novembro de 2025.

O aparelho passou por procedimentos de preservação de dados antes da extração do conteúdo.

Em seguida, os dados foram analisados com ferramentas forenses capazes de organizar e filtrar as informações recuperadas.

Leia Mais Waack: STF mergulha em crise que arrasta o país e a política Oposição pede à PGR afastamento e prisão de Moraes Congresso aprova recursos para taxistas e motoristas de aplicativo A própria investigação identificou que Vorcaro tinha um método específico para enviar algumas mensagens a Moraes.

Ele escrevia o texto no bloco de notas do celular, fazia uma captura de tela e, depois, enviava a imagem pelo WhatsApp como mensagem de visualização única.

De acordo com fontes da PF ouvidos pela CNN , esse procedimento deixa registros no aparelho do remetente que podem ser recuperados mesmo depois de a mensagem não estar mais disponível no aplicativo.

Entre os registros, foi possível recuperar os momentos em que Vorcaro abriu o bloco de notas, capturou a tela do celular, gerou um arquivo de imagem, acessou o WhatsApp e enviou a mensagem.

O cruzamento desses dados permitiu à Polícia Federal estabelecer uma relação entre o conteúdo recuperado e a mensagem enviada.

Também é possível identificar o destinatário a partir dos metadados presentes no celular do remetente, Vorcaro.

No caso analisado pela PF, o relatório aponta que, segundos depois de elaborar e “printar” as mensagens no bloco de notas, Vorcaro as enviava para um contato identificado como “Alexandre de Moraes, Brasília”.

A investigação afirma que esse procedimento era frequente, com a intenção de que a comunicação entre ambos não deixasse rastros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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