Por que IPO da Shein não deu certo nos EUA e Inglaterra?
A gigante de ultra fast fashion, Shein, concluiu sua abertura de capital na bolsa de Hong Kong, após um processo de anos para realizar a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês).
Ao longo desse período, a companhia mirou uma entrada em bolsas dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Ambas fracassadas.
O primeiro não veio em 2024, quando a Shein tentou abrir capital nos Estados Unidos.
Na época, a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) informou que o regulador não recomendaria um IPO nos EUA devido a problemas na cadeia de suprimentos da empresa.
Leia também Ser Educacional (SEER3): JPMorgan eleva preço-alvo para R$ 23 e ação dispara na Bolsa Revisão reflete principalmente a expectativa de menor alavancagem no longo prazo B3 (B3SA3): BBI corta projeções, mas vê ação atrativa e mantém recomendação de compra Banco reduziu suas projeções para os volumes negociados na B3 após incorporar os resultados do segundo trimestre de 2026 Em maio do mesmo ano, uma reportagem da Associated Press informou que um grupo bipartidário de duas dezenas de legisladores pediu à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para colocar um freio no IPO.
O grupo pedia que fosse verificado se a varejista online não utilizava trabalho forçado da população uigur, predominantemente muçulmana do país.
Algumas semanas antes, a Shein também sofria pressão de outro grupo.
Uma coalizão anônima de “indivíduos e empresas com ideias semelhantes” chamada “Shut Down Shein”, foi lançada com o objetivo de aumentar o escrutínio sobre a empresa em Washington e impedir sua entrada no mercado dos EUA.
Em um raro caso de acordo bipartidário no país, políticos republicanos e democratas pediram investigações sobre a Shein e as alegações de trabalho forçado.
Marco Rubio, atual secretaria de estado dos Estados Unidos e então senador, estava entre os políticos que pediram à SEC que bloqueasse a listagem a Shein.
Os políticos pediam que a empresa divulgasse mais sobre suas operações.
Tentativa em Londres Enquanto o cenário nos EUA ficava cada vez mais pressionado, a Shein começou a estudar a possibilidade de listar suas ações na Bolsa de Valores de Londres (LSE).
Após um ano de forte crescimento na operação no país, em abril de 2024, a Shein submeteu um prospecto à autoridade reguladora do Reino Unido (FCA).
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