Nova York proíbe uso de IA por alunos mais novos e limita telas nas escolas
Nova York vai restringir o uso de inteligência artificial e de telas nas escolas públicas, com proibição para alunos mais novos e limites de tempo de tela.
As regras entram em vigor com a volta às aulas na próxima semana e serão anunciadas oficialmente na quarta-feira pelo Departamento de Educação da cidade. De acordo com o The New York Times, estudantes mais novos não poderão usar ferramentas de IA, e telas individuais só serão permitidas a partir do 3º ano.
Política também veta que professores usem IA para corrigir atividades. A orientação, segundo a reportagem, é que a tecnologia possa ser usada por docentes em tarefas como preparar aulas, traduzir materiais e escrever comunicados, mas com limites em decisões sensíveis.
Maioria dos alunos ficará sem acesso a IA generativa até chegar ao ensino médio. As regras atingem cerca de 600 mil estudantes, algo como dois terços da rede municipal, e mesmo no ensino médio o uso será permitido apenas em situações específicas.
Departamento recomenda limite de tempo de tela e proíbe chatbots de "companhia". A sugestão é limitar alunos do chamado middle school (etapa que reúne alunos de cerca de 11 a 14 anos) a no máximo 45 minutos por dia em telas, e banir em todas as séries os chamados chatbots que prometem apoio emocional e de saúde mental.
Prefeito diz que a cidade não vê a IA como inevitável na educação infantil. "A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil com IA não é apenas inevitável, mas necessária. Nós não vemos dessa forma", afirmou o prefeito Zohran Mamdani, em comunicado.
Chanceler das escolas afirma que a meta é preservar vínculos humanos na aprendizagem. "Estamos colocando proteções para preservar a conexão humana crítica, a curiosidade e a criatividade que ajudam as crianças a crescer", disse Kamar Samuels, também em comunicado.
Grupos de pais que pediam moratória de dois anos consideraram as diretrizes insuficientes. Kelly Clancy, mãe no Brooklyn e fundadora de um grupo de cautela com IA, disse que a política só saiu do papel por causa da mobilização.
Clancy teme que o pacote seja menos rígido do que parece por causa de brechas. "O fato de essa política existir é resultado do enorme trabalho de pais pela cidade que se manifestaram contra o avanço excessivo da IA na sala de aula dos seus filhos", afirmou.
Resumo das regras prevê exceções para programas instrucionais aprovados pela administração central da rede. Segundo o The New York Times, itens como e-books e softwares de programação ficam fora das restrições em todas as séries, além de algumas provas e ferramentas de apoio a estudantes com deficiência e a quem ainda aprende inglês.
Participantes de reuniões com o Departamento de Educação relataram dúvidas sobre como a política será aplicada na prática. Um dos pontos é se a cidade vai retirar aplicativos educacionais que já passaram a incorporar IA.
Membro de um painel de supervisão questionou como separar IA de softwares que já embutem recursos generativos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Tilt.