Mesmo em crise financeira, Geração Z pode virar potência econômica até 2030
Muitos jovens da Geração Z enfrentam dificuldades financeiras diante de um cenário econômico cada vez mais desafiador. A moradia é um dos fatores que mais pesam para as pessoas nascidas entre 1997 e 2012, e muitos ainda não conseguiram comprar um imóvel próprio. Entretanto, essa situação pode mudar bastante nos próximos anos.
Estudo do Bank of America analisou a situação financeira da Geração Z nos Estados Unidos. O relatório traçou um panorama sobre o potencial que essa geração terá como força econômica global no futuro.
Segundo os dados, mais da metade dos entrevistados relatou que não ganha dinheiro suficiente para viver a vida que gostaria. Cerca de 52% afirmaram enfrentar dificuldades financeiras por causa do alto custo de vida.
Além disso, 32% disseram estar atrás dos próprios pais na mesma idade quando o assunto é alcançar objetivos financeiros. Outros 55% afirmaram não ter uma reserva financeira suficiente para cobrir três meses de despesas.
Relatório também mostra que os gastos da Gen Z com itens essenciais, incluindo aluguel e serviços públicos, estavam crescendo mais rapidamente do que os da população em geral. A moradia aparece entre os aspectos que podem ser redefinidos pelos hábitos dessa geração, inclusive na decisão de construir ou comprar um imóvel.
Para muitos jovens, a casa própria não aparece como a principal prioridade, diferentemente do que ocorre entre outras gerações. De acordo com o estudo, parte da Gen Z associa o dinheiro à liberdade, autonomia, experiências e poder de escolha sobre o que consumir do que necessariamente à compra de um imóvel.
Uma virada, porém, pode mudar o cenário financeiro dessa geração nas próximas décadas. O Bank of America projeta que a renda global da Gen Z alcance US$ 36 trilhões por volta de 2030. Até aproximadamente 2040, o valor chegaria a US$ 74 trilhões.
Projeção representa um crescimento expressivo em relação aos US$ 9 trilhões registrados em 2023. Nesse cenário, o consumo global da Gen Z também deverá aumentar e chegar a US$ 12,6 trilhões em 2030. Isso faria da geração uma potência cada vez mais importante para empresas, mercados e para a própria economia global.
Um dos principais fatores por trás desse crescimento é o aspecto demográfico. O Bank of America estima que a Gen Z deverá representar cerca de 30% da população mundial nos próximos dez anos.
Evolução da renda também é considerada importante. Apesar das dificuldades atuais, os dados mostram que os salários desses jovens estavam crescendo mais rapidamente do que os das demais gerações.
Assim, embora hoje a Gen Z enfrente aluguel caro, custo de vida elevado e pouca poupança, esse cenário pode mudar. A projeção indica que essa mesma geração deverá ampliar significativamente sua renda, seu poder de consumo e sua participação na economia nas próximas décadas.
Por isso, o estudo trata a Gen Z como "uma nova força econômica", com potencial para provocar mudanças importantes no mercado de consumo. A grande incógnita é quais decisões essa geração tomará diante desse novo cenário e quais serão suas principais prioridades financeiras.
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