Prefeitura aceita suspender ação que cobra abertura de rua no Nahima Park
A Prefeitura de Campo Grande concordou com o pedido dos moradores do Nahima Park para suspender por seis meses o processo judicial em que o próprio Município cobra a liberação da Rua Nahima e a retirada de estruturas instaladas pelo residencial, nos altos da Avenida Afonso Pena.
A manifestação foi protocolada nesta segunda-feira (31) e se apoia na existência de um processo administrativo de regularização aberto pelos proprietários dos imóveis com base em lei municipal aprovada em 2025.
O posicionamento atende ao requerimento apresentado pela Associação dos Proprietários do Condomínio Nahima Park em abril.
A entidade pediu que a ação ficasse paralisada até que a prefeitura conclua a análise administrativa sobre a possibilidade de regularização do empreendimento.
Segundo a associação, uma eventual decisão favorável na esfera administrativa poderá até esvaziar o objeto da ação demolitória.
A suspensão ainda depende de decisão da juíza Paulinne Simões de Souza, da 1ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos.
Em julho, a magistrada determinou que o Município se manifestasse especificamente sobre o pedido dos moradores.
Na resposta, a Procuradoria Municipal afirmou que o simples protocolo do pedido de regularização não impede, em tese, o julgamento da ação judicial.
Mesmo assim, avaliou que o procedimento administrativo pode abrir caminho para uma solução consensual do conflito e considerou razoável aguardar sua conclusão.
Ao final, declarou que não se opõe à suspensão do processo por seis meses.
A disputa judicial se arrasta desde 2016 e, durante boa parte desse período, o Município defendeu a retirada das estruturas que impedem o livre acesso à Rua Nahima e a uma área verde localizada dentro do loteamento.
A ação foi proposta depois que a Prefeitura recebeu denúncia de que duas cancelas controlavam o acesso à Rua Nahima e de que uma área pública denominada Área Verde 2M-E-23 também estava fechada ao público.
Vistorias realizadas pelo Município apontaram a existência de muro, cerca elétrica, guarita e portão de acionamento eletrônico, além de restrição de acesso à área verde.
Na ação original, a Prefeitura sustentou que o Nahima Park não é juridicamente um condomínio fechado, mas um loteamento implantado em 1986, com ruas e espaços públicos.
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