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Por que os embriões de cobra se enrolam em espiral? Cientistas descobriram

Galileu ·
Por que os embriões de cobra se enrolam em espiral? Cientistas descobriram

Embriões de cobra parecem ter uma curiosa “preferência” por se enrolar para o lado direito durante as primeiras etapas de desenvolvimento.

Agora, cientistas descobriram o que está por trás desse movimento: uma combinação entre o crescimento acelerado do corpo, o desenvolvimento mais lento do intestino e a posição da gema dentro do ovo.

A descoberta, publicada nesta segunda-feira (31) na revista científica Current Biology, ajuda a explicar como as serpentes conseguem desenvolver seus corpos extremamente alongados, uma das características mais marcantes desses animais.

Essa pesquisa liderada por Tetsuto Miyashita, biólogo evolucionista do Museu Canadense da Natureza, no Canadá, em colaboração com pesquisadores de instituições do Canadá, Estados Unidos e Finlândia.

Uma espiral para a direita A investigação começou com uma pergunta simples: os embriões de cobra se enrolam sempre para o mesmo lado? Durante a pandemia de Covid-19, em 2020, Miyashita decidiu investigar a questão enquanto trabalhava de casa.

Ele tinha interesse em assimetrias na formação dos animais e começou a observar imagens de embriões de serpentes disponíveis em artigos científicos e coleções de museus.

A equipe reuniu imagens de mais de 900 embriões pertencentes a 39 espécies de cobras e outros escamados sem patas.

O levantamento revelou um padrão claro: nas primeiras semanas após a postura dos ovos, os embriões se enrolavam predominantemente, ou aparentemente exclusivamente, no sentido horário, ou seja, para a direita, da cabeça em direção à cauda.

O detalhe intrigou os pesquisadores porque, nessa fase, os embriões ainda não possuem músculos suficientemente desenvolvidos para controlar seus próprios movimentos.

“Esses embriões não têm músculos para se mover.

Então, diferentes forças os fazem se enrolar para a direita”, explica Alexandra Weber, autora principal do estudo, em comunicado.

Mas ainda faltava descobrir qual força era responsável pelo fenômeno.

O intestino escondido na espiral A resposta apareceu quando o pesquisador Raul Diaz, da Universidade Estadual da Califórnia em Los Angeles, analisou embriões de cobra com tomografia computadorizada.

As imagens revelaram uma estrutura que chamou a atenção da equipe: um segmento do intestino atravessava o interior da espiral formada pelo corpo do embrião.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.

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