Entorno de Caiado vê Eduardo Cury como "sinal" e quer aguardar efeito da TV
Aliados do candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado , e do vice da chapa, Gilberto Kassab, monitoram com atenção a subida nas pesquisas do escritor Augusto Cury, postulante ao Palácio do Planalto pelo Avante.
A avaliação, por um lado, é que a ascensão do outsider na disputa demonstra que há espaço de crescimento entre eleitores indecisos.
Além disso, acreditam que o aumento nas intenções de voto de Cury não se deu entre eleitores de Caiado.
“Creio que os votos dele não mudaram.
Está estagnado”, disse um aliado sob reserva.
Outro correligionário de Kassab e Caiado afirma que o “fenômeno Cury” aponta que uma alternativa a Flávio Bolsonaro e Lula “não é inviável”.
“Ainda há uma possibilidade de pêndulo, acho que não atrapalhou.
Mas a gente sabe da dificuldade”, avaliou.
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“O eleitor está procurando um candidato.
Eles falam que a primeira bateria seria o Lula e o Flávio, e a segunda bateria estaríamos todos nós outros [candidatos].
Essa segunda bateria chegou a 21%, agora, do eleitorado.
É sinal que a população já começou a se movimentar”, disse em sabatina realizada pela Jovem Pan.
Desistência? Por outro lado, no entendimento de membros do PSD , o fato de esse eleitorado acenar para uma figura como Cury, um escritor bestseller de autoajuda e neófito em disputas eleitorais, mostra que o público procura uma alternativa fora da política convencional, o que é uma má notícia para os outros candidatos a “terceira via”, como Caiado, Romeu Zema (Novo) e até Renan Santos (Missão).
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