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Economia

Ganho de 1200%: Por que os acionistas da Oncoclínicas (ONCO3) podem receber cerca de R$ 16 por uma ação que hoje vale menos de R$ 2?

Seu Dinheiro ·
Ganho de 1200%: Por que os acionistas da Oncoclínicas (ONCO3) podem receber cerca de R$ 16 por uma ação que hoje vale menos de R$ 2?

A explicação está em uma cláusula de proteção do estatuto da companhia, acionada depois que a Centaurus passou a deter diretamente mais de 15% da Oncoclínicas; preço definitivo da oferta ainda será calculado e corrigido pela Selic

Receber cerca de R$ 16 por uma ação que hoje é negociada a R$ 1,24 pode parecer um presente bom demais para ser verdade. Mas, nesta semana, uma decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pode ter garantido esse "bilhete premiado" para os acionistas da Oncoclínicas (ONCO3) .

Isso porque, segundo determinação do colegiado, a gestora norte-americana Centaurus Capital terá que pagar esse valor por cada ação da companhia — o que representa um prêmio de quase 1200% frente ao fechamento da última sexta-feira (28) — em uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) . No total, a operação deve movimentar mais de R$ 6 bilhões.

No centro da história está uma cláusula conhecida como poison pill . O mecanismo determina que o investidor que atingir uma participação igual ou superior a 15% do capital social da Oncoclínicas deverá apresentar uma oferta para comprar as ações dos demais acionistas.

A discussão começou em 4 de novembro de 2024, quando uma reorganização societária promovida pelo Goldman Sachs fez o Josephina III, veículo ligado à Centaurus, aparecer diretamente como titular de 16,05% da companhia.

Para a Latache, uma das principais acionistas da Oncoclínicas, a gestora ultrapassou o limite de 15% estabelecido pelo estatuto e, com isso, ficou obrigada a realizar a oferta.

A Centaurus e o Goldman Sachs apresentaram outra interpretação. Segundo os dois, a gestora norte-americana já possuía exposição econômica superior a 15% antes mesmo da abertura de capital da Oncoclínicas, em 2021, por meio de veículos administrados pelo banco. A reorganização de 2024 teria apenas tornado direta uma participação que já existia.

A área técnica da CVM concordou inicialmente com essa tese, no entanto a autarquia reverteu a decisão. Para os diretores, a exposição econômica indireta mantida anteriormente pela Centaurus não equivalia à titularidade de ações ou de direitos sobre ações exigida pelo estatuto.

Assim, a participação relevante teria surgido efetivamente em novembro de 2024, quando o Josephina III passou a deter diretamente mais de 15% da Oncoclínicas. Foi esse entendimento que acionou a obrigação de realizar a OPA.

O preço da oferta não será definido pela cotação atual de ONCO3. Segundo o estatuto da Oncoclínicas, devem ser considerados quatro critérios, prevalecendo o que resultar no maior valor:

Pelas estimativas do mercado, o último critério seria o mais vantajoso para os acionistas. ONCO3 chegou a valer R$ 12,01 no início de 2024. Com um prêmio de 20%, o preço subiria para aproximadamente R$ 14,40.

A conta não termina aí. A CVM determinou que o valor seja corrigido pela Selic desde 4 de novembro de 2024 até a véspera do leilão. É essa atualização que pode levar o preço da oferta para perto — ou até acima — dos R$ 16 estimados inicialmente.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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