Câncer de pulmão: três medicamentos de alto custo entram para lista do SUS
O Ministério da Saúde anunciou na tarde desta segunda-feira, 31, que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai ofertar três medicamentos de tecnologia avançada para o tratamento de câncer de pulmão .
Está prevista a entrega gradual das terapias-alvo orais brigatinibe e gefitinibe, e da imunoterapia durvalumabe a partir de outubro.
A pasta estima que 1 900 pacientes devem ser beneficiados com a chegada das medicações na rede pública.
Todos os remédios são indicados para casos de câncer de pulmão de células não pequenas, o tipo que atinge 80% a 85% dos pacientes, em estágio avançado.
O brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo orais que “atacam” mutações específicas das células cancerígenas.
Juntos, de acordo com o ministério, os medicamentos custam R$ 604,2 mil por ano na rede particular.
O brigatinibe recebeu aval da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) no ano passado e, como os demais tratamentos dessa leva de oferta na rede pública, faz parte da AF-Onco (Assistência Farmacêutica em Oncologia), iniciativa para ampliação do acesso a tratamentos de ponta na rede pública.
Continua após a publicidade Segundo o ministério, a estratégia prevê oferta de 23 medicamentos de alto custo contra o câncer, uma ampliação de 35% na oferta de tratamentos no SUS.
“A viabilização da oferta de medicações mais modernas para o câncer de pulmão no SUS é extremamente importante.
Nós já sabemos que o acesso pode melhorar a eficácia do tratamento e, inclusive, impactar na sobrevida dos pacientes”, destaca William Nassib William Jr, líder nacional da especialidade de tumores torácicos da Oncoclínicas.
Continua após a publicidade Imunoterapia O durvalumabe é uma imunoterapia, tipo de tratamento que intensifica o potencial do sistema imunológico de combater os tumores.
Esse tratamento será indicado para pacientes diagnosticados com câncer de pulmão em estágio III que não podem realizar cirurgia.
Sozinha, a medicação custa R$ 643 mil por ano na rede privada.
Ela teve respaldo de estudos que apontaram benefícios para o tempo de vida dos pacientes para ter o sinal verde da Conitec.
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