A procura de Lorenzo Pazolini por uma companheira de chapa
Entre auxiliares e correligionários de Lorenzo Pazolini, há uma convicção: o ex-prefeito de Vitória prefere ter uma mulher como companheira de chapa em sua campanha ao Governo do Estado. Pesquisas internas reforçam essa convicção. Preferencialmente, uma mulher evangélica. O nome ainda não foi definido, mas o perfil ideal já está traçado.
Seria um modo de Pazolini fazer um duplo aceno, tanto ao eleitorado feminino – dando à chapa equilíbrio de gênero – como ao eleitorado evangélico, numericamente expressivo no Espírito Santo e politicamente mais influente a cada processo eleitoral.
É provável que o candidato a governador do Republicanos opte por uma candidata a vice pouquíssimo conhecida pela população capixaba. Bastante provável também, a esta altura, que a vice de Pazolini provenha ou do Partido Liberal (PL) ou do próprio Republicanos (numa “solução doméstica”). São as duas principais legendas da coligação do ex-prefeito.
A outra sigla coligada é o pequeno Democrata (ironicamente, o antigo Partido da Mulher Brasileira), que chegou a indicar nomes para o posto.
A bem da verdade, a esta altura do campeonato, as opções reais para Pazolini estão escassas. Sua vice terá de vir de um dos partidos coligados. E não existe uma “vice natural”, com o nome vistoso, já testado nas urnas e com alta densidade eleitoral.
Dentro do próprio Republicanos, uma das cotadas é Adriana Boas. Inicialmente, ela figura como candidata a deputada federal na chapa do partido. Mulher de meia idade (41 anos) e evangélica, Adriana é mãe atípica e tem como principal bandeira a defesa dos direitos e da qualidade de vida para pessoas do espectro autista.
No flanco do PL, ventila-se o nome da Enfermeira Laryssa, que fará 30 anos nesta sexta-feira (14). Laryssa é evangélica e bolsonarista convicta, assim como Adriana. As duas, aliás, têm perfil bem similar em tais aspectos.
Na eleição municipal de 2024, pelo PL, a enfermeira foi candidata a vice-prefeita de Vila Velha, na chapa do Coronel Ramalho (derrotado naquele pleito pelo prefeito Arnaldinho Borgo). A princípio, Laryssa é pré-candidata a deputada estadual na chapa do PL.
Pelo pequeno Democrata, o nome mais fortemente cotado é o de Hélida Loreto, líder comunitária de Goiabeiras e uma das fundadoras da Associação das Paneleiras do bairro. O perfil de Hélida já difere bastante das demais. Ela é negra e idosa (tem 66 anos). Apoiou a gestão de Pazolini e sua campanha passada a prefeito, em 2024.
Pelo Novo, chegou-se a especular o nome de Penélope Feu Rosa, filha de José Maria Feu Rosa, que foi prefeito da Serra e morreu assassinado. Servidora de carreira do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), ela é candidata a deputada federal pelo Novo.
Penélope na vice, porém, seria um arremesso do meio da quadra: chance perto de zero.
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