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Sistema majoritário x proporcional: por que o mais votado pode não se eleger?

Canal Rural ·
Sistema majoritário x proporcional: por que o mais votado pode não se eleger?

No sistema proporcional, voto não vai direto para o candidato, mas para a legenda à qual ele pertence Fortalecer os partidos políticos.

Esse é o objetivo do sistema proporcional , adotado no Brasil nas eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador.

Isso significa que o voto do eleitor não vai direto para o candidato, mas para a legenda à qual ele pertence.

Diferente das eleições majoritárias — em que, via de regra, vence quem tem mais votos — o sistema proporcional pode gerar desconfiança no eleitor.

“Às vezes as pessoas que não entendem bem como essa regra funciona e acham que tem alguma coisa errada”, esclarece Cláudio Couto, cientista político e professor da FGV .

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Mas como é feito o cálculo para determinar quais representantes são eleitos? Para que um partido ou federação obtenha o número mínimo de votos, divide-se o total de votos válidos pelo número de vagas em disputa naquele estado.

É o chamado quociente eleitoral .

A partir disso, calcula-se quantas vezes os votos de cada partido “cabem” nesse quociente — e é esse número que define quantas cadeiras a legenda vai preencher naquele estado.

Ou seja, se os votos do partido não forem suficientes para atingir o quociente eleitoral, ele não ocupa a cadeira, mesmo que tenha um candidato bem votado.

O fenômeno do ‘puxador de votos’ Se os votos forem suficientes, quem exatamente dentro do partido ocupa essas cadeiras? A explicação está em um dos efeitos mais conhecidos e mal compreendidos da política brasileira: o puxador de votos.

Na prática, um candidato com votação muito alta pode, sozinho, carregar o partido inteiro até o quociente eleitoral.

O resultado abre caminho para que colegas de chapa com poucos votos também se elejam.

É por isso que, em muitos casos, um candidato pode ser bem votado individualmente e não entrar.

“O número de votos individuais conta apenas para definir a ordem das candidaturas, mas ele não conta para definir exatamente quantas cadeiras cada partido terá”, explica Couto.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.

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