Lula pede direito de resposta no TSE por mentiras de Flávio Bolsonaro no JN
A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ganhou um novo capítulo na Justiça Eleitoral.
A campanha do presidente recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar obter direito de resposta a declarações do senador durante a entrevista exibida pela TV Globo na sexta-feira (28), depois do Jornal Nacional .
O caso envolve uma série de afirmações feitas pelo candidato do PL durante a entrevista.
Para os advogados da campanha de Lula, Flávio apresentou informações falsas ou distorcidas ao tratar de assuntos relacionados ao presidente e à eleição.
A representação foi protocolada pela coligação “Brasil Pronto Pra Mais”, que reúne as siglas que sustentam a candidatura petista.
A emissora também aparece como parte do processo por ter sido responsável pela transmissão da entrevista.
O que Lula contesta A equipe jurídica do presidente questiona diferentes trechos da entrevista.
Entre os temas citados na ação estão o funcionamento das urnas eletrônicas, uma homenagem relacionada a Adriano da Nóbrega e os acontecimentos de 8 de janeiro.
Também entraram no pedido questões envolvendo a relação de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e declarações sobre o salário mínimo.
A campanha afirma que as falas foram apresentadas de maneira “falsa e gravemente descontextualizada” e pede que a Justiça Eleitoral avalie o conteúdo.
Como seria o direito de resposta A defesa de Lula quer que, se o TSE reconhecer a existência de conteúdo passível de resposta, a manifestação seja exibida preferencialmente no mesmo espaço jornalístico utilizado para a entrevista de Flávio.
A campanha também estabeleceu um parâmetro para o tempo de resposta: pelo menos o dobro da duração de cada trecho que venha a ser considerado ofensivo ou comprovadamente inverídico pela Justiça Eleitoral.
O pedido prevê ainda que a resposta seja exibida em até 48 horas depois de uma eventual decisão favorável.
A ação foi encaminhada ao ministro Nunes Marques, presidente do TSE, e recebeu a classificação de processo de direito de resposta.
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