O fim da escala 6×1 e a conta que a eleição não pode esconder
Carteira de trabalho: Contaminação da discussão do fim da escala 6 x 1 pelas eleições pode comprometer atividade econômica.
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil O Senado entra em uma das discussões trabalhistas mais relevantes das últimas décadas.
A Comissão de Constituição e Justiça deve analisar a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1, cria dois dias de descanso por semana e reduz a jornada sem corte salarial .
A pressão pelo fim da escala parte principalmente dos trabalhadores e encontra respaldo amplo na opinião pública.
A discussão está agendada para começar nesta quarta-feira, 2 de setembro.
É o início de uma discussão que parece já ter uma decisão.
Ou seja, a escala 6 x 1 está com os dias contados.
Pesquisa Datafolha apontou que 71% dos brasileiros apoiam a mudança.
Para quem trabalha seis dias e descansa apenas um, a discussão não é só a folha de ponto.
Envolve saúde, convivência familiar, qualificação profissional e tempo para viver.
Ignorar essa demanda seria desconhecer uma transformação real nas expectativas da sociedade sobre o trabalho.
O problema está no calendário.
A votação ocorre a pouco mais de um mês das eleições e uma pauta apoiada por sete em cada dez brasileiros tornou-se um ativo eleitoral valioso.
O governo quer acelerar a aprovação, enquanto parlamentares já exibem o fim da escala em jingles e peças de campanha.
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