Lula diz que PEC da 6×1 não avançou no Congresso por atuação de aliados de Flávio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 não avançou no Congresso nesta semana por atuação dos aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na disputa à Presidência.
A PEC foi aprovada no dia anterior na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas não foi levada ao plenário.
Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautar a proposta.
Na semana passada, Alcolumbre almoçou com Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a pauta de votações.
Após o encontro, o presidente do Senado disse que a PEC seria levada à CCJ —mas despistou sobre a votação em plenário.
Apesar disso, o entorno de Lula dizia acreditar ser possível que o tema fosse votado.
O Palácio do Planalto queria aprovar a PEC diante da avaliação de que é uma matéria de amplo apoio popular com potencial de ser explorada como vitrine eleitoral na campanha do petista.
Desde que a proposta passou a ser discutida no Congresso, Lula e seus aliados têm usado a PEC 6×1 como arma política para fazer um contraponto à atuação de parlamentares, dizendo que o governo atua pelos interesses do povo, diferentemente do Congresso.
Nas últimas semanas, o próprio Lula entrou na articulação política para destravar o andamento da PEC e passou a falar mais sobre o fim da escala 6×1 —em falas públicas e também nas propagandas eleitorais de rádio e televisão.
Nesta quinta-feira, em publicação nas redes sociais, Lula diz que o Brasil testemunhou “quem é quem no Congresso Nacional”.
“Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu o petista.
“É importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”, disse Lula.
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