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Alunos de medicina do interior de SP vão à Justiça após universidade tirar pontos e gerar reprovação em massa

G1 São Paulo ·
Alunos de medicina do interior de SP vão à Justiça após universidade tirar pontos e gerar reprovação em massa

Alunos de medicina do interior de SP vão à Justiça contra universidade Uma decisão da Justiça determinou que a Universidade de Santo Amaro (Unisa) suspenda as reprovações de um grupo de estudantes de medicina e garanta o acesso deles às aulas.

Estudantes do interior de São Paulo compõem o grupo que moveu uma ação judicial contra a Instituição.

O conflito começou depois que a instituição retirou pontos extras prometidos aos alunos em uma campanha pedagógica, o que gerou reprovações em massa e, consequentemente, impediam a progressão e rematrícula no curso.

Os estudantes alegam que a medida foi uma retaliação por reclamações sobre a falta de estrutura do curso. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) manteve liminar em favor dos alunos da Unisa, incluindo grupo do interior de SP TJSP/Divulgação A campanha "Construindo Resultados" oferecia pontos extras nas médias para alunos do internato médico que cumprissem metas de resolução de exercícios em plataformas digitais no primeiro semestre de 2026.

Os estudantes afirmam que atingiram os objetivos, mas tiveram as notas excluídas do histórico no fim do semestre.

A disputa judicial opõe os argumentos da mantenedora da Unisa, Obras Sociais e Educacionais de Luz (Osel), e a defesa dos estudantes: O que diz a Unisa: a mantenedora alega que os alunos agiram de má-fé ao usar o "modo estudo" (no qual as respostas corretas aparecem na tela) e identificou registros eletrônicos que indicam o uso de "robôs" para responder centenas de questões em segundos.

A instituição abriu boletim de ocorrência no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apontando suposta fraude e argumenta que aprovar os alunos colocaria em risco a segurança de pacientes nos hospitais; O que diz a decisão judicial: a juíza Fernanda Augusta Jacó Monteiro rejeitou a tese da faculdade, destacando que a existência de um inquérito não comprova fraude e que o regulamento da campanha não previa regras claras sobre restrições de velocidade ou proibição do "modo estudo".

LEIA TAMBÉM Estudantes de psicologia da Uniso denunciam negligência da gestão ao MEC e apontam crise institucional A magistrada manteve a multa diária de R$ 5 mil por descumprimento, limitada a R$ 300 mil, e determinou que a universidade regularizasse a situação acadêmica dos estudantes em 48 horas, além de apresentar relatórios técnicos completos em dez dias.

A Unisa recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que manteve a maior parte da decisão, retirando apenas a obrigação de rematrícula automática.

Ficaram garantidos a suspensão das reprovações, o acesso às aulas e ao portal, a proibição de penalidades financeiras e a manutenção de bolsas do Prouni.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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