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Homem preso como falso juiz foi candidato a prefeito de Juquitiba e declarou fortuna inexistente de R$ 91,6 milhões ao TRE em SP

G1 São Paulo ·
Homem preso como falso juiz foi candidato a prefeito de Juquitiba e declarou fortuna inexistente de R$ 91,6 milhões ao TRE em SP

Estudante de direito é preso por se passar por juiz Selmo dos Santos Pereira, o homem preso por uso de documento falso de um juiz e estelionato no ABC Paulista, já foi candidato a prefeito na cidade de Juquitiba, na Região Metropolitana de São Paulo e tentou se candidatar a deputado federal na capital paulista.

Em 2012, ele concorreu ao cargo de prefeito de Juquitiba pelo Partido Republicano Progressista (PRP), tendo obtido o total de 44 votos na cidade.

Na eleição anterior, em 2010, ele já tinha tentado se candidatar a deputado federal pelo antigo partido Democratas (DEM) – atual União Brasil –, mas foi barrado pela Procuradoria Eleitoral de São Paulo, que pediu a impugnação da candidatura.

Selmo dos Santos Pereira foi candidato a prefeito de Juquitiba pelo PRP em 2012 e teve 44 votos.

Reprodução/Redes Sociais O motivo era que estava preso no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros desde o início daquele ano eleitoral, já condenado por suposto envolvimento em crime de estelionato.

Naquela eleição, Selmo dos Santos Pereira chamou a atenção da imprensa por ter declarado um patrimônio milionário de R$ 91,6 milhões, o sexto maior patrimônio entre os candidatos daquele pleito em todo o país, entre 5.700 candidatos que disputaram o cargo de deputado federal naquele ano no Brasil.

No registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral de SP (TRE-SP), Santos tinha afirmado que era diretor e dono de um estabelecimento de ensino chamado Centro Universitário Livre do Meio Ambiente (Unilma) que valia R$ 80 milhões.

Selmo Santos tentou se candidatar a deputado federal pelo DEM em SP em 2010, com patrimônio falso de R$ 91,6 milhões Reprodução/TSE Apesar de a instituição ter ata registrada no 3º Cartório de Registro de Títulos de São Paulo, com sede no endereço de um casebre na Zona Leste da capital onde Selmo vivia na época, a universidade não tinha registro no Ministério da Educação.

Nos registros, Selmo se dizia reitor fundador da Unilma.

Sem registro oficial como advogado na OAB de SP, Selmo Pereira usava uma carteirinha de estagiário da entidade para se apresentar de fato como profissional da área.

Ele chegou a ser condenado na Justiça paulista a pagar R$ 50 mil a uma cliente que o contratou por R$ 30 mil para atuar em um caso de despejo.

Mesmo tendo cumprido pena e com condenação criminal, na eleição seguinte, já solto, ele concorreu ao cargo de prefeito de Juquitiba apresentando um patrimônio mais modesto de R$ 2,2 milhões.

Registro de candidatura a prefeito de Juquitiba por parte de Selmo Santos, pelo partido PRP.

Ele teve 44 votos na cidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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