Toffoli libera campanha nas redes de Renan Santos
O ministro Dias Toffoli, do TSE , liberou o candidato a presidente do Missão, Renan Santos, para retomar sua campanha nas redes sociais.
Toffoli reviu sua decisão de segunda-feira, que também havia vetado a participação de Renan em debates e o recebimento de recursos do fundo eleitoral.
A medida ocorreu após Renan apresentar as informações que haviam sido exigidas.
“Cumpridas as diligências direcionadas à unidade técnica deste Tribunal, aos provedores de aplicação e ao próprio candidato, constato que foi integralmente atendida a finalidade das providências acauteladoras determinadas por este Relator”, afirmou Toffoli.
O motivo da primeira decisão foi o atraso na apresentação das redes sociais.
Os dados deveriam ter sido informados no momento do registro da candidatura, mas isso só ocorreu 12 dias depois.
Isso permitiu que as contas continuassem sendo recomendadas pelas plataformas, o que é proibido pela legislação eleitoral.
Continua após a publicidade Para Toffoli, “a omissão das informações devidas não é apenas uma falha formal no registro de candidatura, mas quebra de isonomia e risco de cometimento de ilícitos ainda mais graves”.
“Há que se ir além e dizer de forma contundente: a própria omissão de dados é indício de fraude à lei”, declarou.
Continua após a publicidade Repercussão nas redes Segundo levantamento da Nexus, a primeira decisão de Toffoli bombou nas redes sociais.
O engajamento sobre o assunto chegou a 4,6 milhões de interações em 24 horas no X, no Instagram e no Facebook entre 9h de ontem e 9h de hoje.
Continua após a publicidade Nas redes, a polêmica dividiu opiniões.
Parte dos usuários, entre eles apoiadores do presidenciável do Missão, acusaram o ministro da Corte de fazer “perseguição política” destinada a sufocar a campanha do candidato, barrando sua visibilidade nos debates.
Outra parcela dos internautas aprovou a medida, argumentando que as regras eleitorais sobre transparência nas redes digitais devem ser cumpridas rigorosamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.