A toga sob suspeita
Neimar Fernandes* O caso Banco Master deixou de ser apenas um escândalo financeiro.
Virou uma questão institucional.
Mensagens apreendidas pela Polícia Federal colocam sob escrutínio a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades.
Entre os nomes citados está o ministro Alexandre de Moraes.
Há mais: o escritório de advocacia de sua esposa manteve contratos milionários com o banco.
Tudo isso precisa ser esclarecido.
Não se trata de condenar ninguém por antecipação.
Investigação não é sentença.
Suspeita não é culpa.
Mas também não existe democracia sem perguntas.
E a principal delas é inevitável: Pode um ministro do Supremo continuar julgando questões que envolvam pessoas ou interesses relacionados a uma relação que está sob investigação? Não basta dizer que os contratos eram legais.
Legalidade é o ponto de partida.
A questão é a aparência de independência.
A confiança pública.
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