Microsoft Teams se transforma em ferramenta de golpes milionários; veja como funciona
O Microsoft Teams é o pivô de uma onda de golpes na China : o país acumula relatos de fraudes digitais usando a ferramenta de comunicação e a Microsoft precisou até bloquear o uso da versão pessoal do aplicativo na região.
De acordo com a revista Wired, os golpes podem surgir com diferentes motivações, mas o jeito de operar é o mesmo: criminosos levam as pessoas para uma conta do Teams e então conseguem extrair dinheiro das vítimas com técnicas de engenharia social.
Comentários nas lojas de aplicativo mencionam golpes que extraíram cerca de 1,5 milhão de yuan (cerca de R$ 1,1 milhão em conversão direta).
Como os golpes funcionam? As vítimas são abordadas pelos criminosos sobre uma oportunidade e então recebem login e senha do Microsoft Teams para continuarem as conversas por lá.
Como a conta no serviço pertence aos golpistas, eles podem remover o acesso da vítima ao histórico das conversas após tomarem o dinheiro da pessoa, o que dificulta na hora de juntar provas e relatar o caso às autoridades policiais.
O Teams não enfrenta bloqueios na China (diferente de Telegram e WhatsApp), tem recursos de compartilhamento de tela e acesso remoto, além de ter a reputação por pertencer a uma empresa confiável.
Por isso, se torna a ferramenta ideal para as fraudes no país.
A situação é tão delicada que a própria Microsoft decidiu suspender o acesso à versão pessoal do aplicativo no país — a restrição começou no app para celulares em julho e se expandiu à versão para computadores neste mês de agosto.
Só é possível usar a versão corporativa do app no país, enquanto veículos de imprensa chineses também alertam para os golpes.
Veja algumas dicas gerais para não cair em fraudes online. https://canaltech.com.br/seguranca/aumento-de-fraudes-digitais-no-brasil-como-se-proteger-para-nao-cair-em-golpes/ {{WHATSAPP_CHANNEL}}
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.