Atacante do Leipzig mira seleção e revela 'resenha' com carrasco norueguês
O atacante Rômulo, de 24 anos, sonha alto. Prestes a começar sua segunda temporada no Campeonato Alemão, o jogador do RB Leipzig considera-se adaptado ao futebol do país e agora traça objetivos mais ousados: marcar ao menos 10 gols, superando a marca de 2025-26, entrar no radar de Carlo Ancelotti.
"Com certeza. Os olhos de todo mundo estarão voltados para essas grandes competições. Então, certamente, o estafe e o Carlo estarão acompanhando esses jogos", afirmou Rômulo em um encontro com a imprensa, do qual o UOL participou.
Por "grandes competições" entenda-se a Bundesliga, claro, mas também a Champions League. Neste ano, o Leipzig retorna ao torneio, e o atacante brasileiro fará a sua estreia na principal competição de clubes da Europa. O primeiro jogo no Alemão acontece neste sábado, às 10h30, contra o Borussia Monchengladbach.
"Acredito que, se eu tiver boas atuações — não apenas em uma partida, mas durante toda a temporada, mantendo uma boa sequência —, eles estarão olhando. Se aparecer uma vaga, espero que me chamem", afirmou.
O objetivo da seleção brasileira poderia parecer distante há 12 meses, quando ele chegava à Alemanha após uma temporada de destaque no Goztepe, da Turquia — no Brasil, Rômulo só jogou no Athletico-PR.
Só que o impacto imediato no RB Leipzig fez o atacante ganhar até "cabos eleitorais". Em dezembro passado, o lateral-esquerdo David Raum, da seleção alemã, disse que estava "bravo" com Ancelotti por não ter convocado seu colega de clube.
Outro companheiro de clube também faz Rômulo se lembrar da seleção: o goleiro norueguês Orjan Nyland, que estava desempregado quando se destacou contra o Brasil na Copa do Mundo, fechou contrato com a RB Leipzig, onde já havia estado na temporada 2022/23.
Rômulo admite que nem quis tocar no assunto com o companheiro, mas disse que os dois conversam muito, pela facilidade do idioma, já que Nyland fala espanhol.
"Nem deixei que eles entrassem nesse assunto. Quando ele (Nyland) e Nusa (Antonio, ponta da seleção da Noruega) estavam juntos, já falei: 'Não falem nada, porque eu já sei. Vou ficar quieto aqui'. Mas ele é muito gente boa. Fala espanhol, então conseguimos nos comunicar dessa maneira", contou.
"Com certeza, eu estava com um pouco de raiva dele. Não vou mentir. Mas estou criando essa proximidade. É um cara que acabou de chegar e veio para nos ajudar. Espero que ele consiga defender aqui tudo o que defendeu contra a gente na seleção. Se fizer isso em todos os jogos, com certeza seremos muito felizes", brincou Rômulo.
"Felipão foi um cara importante na minha carreira. Foi quem me deu minutos no Athletico e confiou em mim, mesmo que eu estivesse jogando pelas beiradas. Aprendi muito com ele. Foi lendário trabalhar com o último treinador campeão do mundo com a seleção brasileira, um ídolo que a gente via na televisão."
"Eu sempre brinco dizendo que não posso fazer menos do que fiz na última temporada. Então, tenho que marcar, no mínimo, dez gols. Sei que não é fácil, porque é uma liga muito complicada e o mais alto nível do futebol.
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