Bancos turbinam cartões ultrapremium em meio à disputa por clientes ricos
Os bancos estão turbinando suas ofertas de cartão de crédito ultra premium para disputar o cliente de alta renda. A lista de cartões de categorias "acima do black" tem ganhado novos produtos, com benefícios ainda mais exclusivos. O acesso a sala VIP de aeroportos já não encanta como antigamente, devido à popularização das categorias black no varejo de massa.
Cerca de dois anos depois de lançar o cartão Ultrablue, o primeiro acima do segmento black, o BTG Pactual colocou no mercado, no mês passado, o Ultrablue World Legend. O cartão é destinado a clientes do banco com investimentos a partir de R$ 3 milhões. Entre as vantagens, estão a oferta de 4,5 pontos por dólar (ou 2% de cashback), seguro Omint, transfers em carros blindados Rhino e fast track em aeroportos.
O banco C6 estruturou o C6 Graphene para quem tem investimentos acima de R$ 5 milhões, oferecendo o cartão Graphene World Legend (com até 8 pontos por dólar) e gerente dedicado 24 horas. "Para esse público, ter acesso facilitado a um restaurante Michelin ou ter um problema inesperado resolvido rapidamente pode ser valioso", diz o head de investimentos e private banking do C6 Bank, Igor Rongel.
Cartões em metal escuro, sem números e com emissão restrita ditam o novo padrão do segmento de elite. Essa tendência está ligada ao quiet luxury (luxo silencioso), caracterizado por uma linguagem de status mais discreta, minimalista e codificada, "reconhecida apenas por quem entende daquele universo específico", diz a coordenadora da pós-graduação em Marketing e Negócios para o Mercado de Luxo na ESPM, Cristina Proença.
O cartão de crédito, nesse contexto, atua como uma chave para experiências exclusivas. "O benefício aspiracional precisa ser relevante, excelente e exclusivo. Não pode ser só uma vantagem financeira. Além de oferecer acesso, conveniência e talvez uma experiência que o cliente não conseguiria da mesma maneira sozinho", diz Proença.
Um desses ambientes destinados ao cliente VIP é a Sala Pedra Preta, inaugurada pelo Itaú, em junho passado, no terminal 3 do aeroporto de Guarulhos (SP). A sala é disponível para clientes do Itaú Private Bank e portadores dos cartões The One e The World Legend do Itaú Personnalité. O espaço tem mais de mil metros quadrados e oferece um menu do chef Luiz Filipe Souza, do restaurante Evvai (três estrelas Michelin). Além de banheiros com chuveiro e quick massage, o Itaú disponibiliza um gestor para atendimento financeiro em sala reservada.
A sofisticação nas experiências acompanha uma mudança no conceito de luxo moderno. Para o vice-presidente de produtos e inovação da Visa do Brasil, Frederico Succi, há alguns anos o luxo era associado sobretudo a bens materiais. Hoje, segundo ele, há uma crescente valorização do bem-estar, do equilíbrio e da longevidade.
"O luxo moderno está migrando da posse para a conveniência. O cliente não quer mais apenas uma reserva em um restaurante disputado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.