Falha na Microsoft expõe 22 mil servidores de e-mail a invasões
Cerca de 22 mil servidores do Microsoft Exchange conectados à internet continuam sem atualização contra uma falha crítica de segurança.
A vulnerabilidade permite que invasores assumam o controle total das caixas de correio de qualquer usuário dentro de uma organização corporativa.
A Microsoft publicou a correção para o problema em agosto de 2026 e, por meio de um comunicado oficial , orientou a instalação imediata do pacote.
“A vulnerabilidade permite que um invasor com autorização eleve privilégios pela rede e assuma o controle das caixas de correio de todos os usuários, com capacidade de enviar e ler e-mails, além de baixar arquivos anexos”, pontuou a companhia.
Identificada pelo código CVE-2026-62911 , a falha foi descoberta pelo pesquisador Orange Tsai, da equipe de pesquisas DEVCORE.
A brecha atinge instalações locais dos softwares Exchange Server 2016, Exchange Server 2019 e Exchange Server Subscription Edition (SE).
Posicionamentos dos órgãos de segurança digital O alerta ganhou contornos mais urgentes após órgãos de cibersegurança confirmarem que ferramentas práticas para explorar a brecha já circulam abertamente na internet.
O Centro Nacional de Cibersegurança da Holanda (NCSC-NL) foi o primeiro a alertar sobre a disponibilidade desse código invasor.
"A Microsoft disponibilizou atualizações para corrigir a falha.
Instale essas atualizações o mais rápido possível", declarou o órgão.
Mapa com a distribuição global de IPs identificados com servidores Microsoft Exchange vulneráveis à falha CVE-2026-62911 (Reprodução/Shadowserver) O NCSC-NL acrescentou que versões mais antigas exigem atenção redobrada: "O Exchange Server 2016 e o 2019 só recebem atualizações por meio de contratos estendidos de suporte.
Se a sua empresa usa essas versões, garanta que o servidor fique acessível apenas internamente e substitua o sistema se possível".
Dados do grupo de monitoramento Shadowserver indicam que pelo menos 21.899 endereços de IP vinculados ao Exchange continuam desprotegidos e visíveis publicamente na rede mundial.
A maior parte das máquinas vulneráveis está concentrada nos Estados Unidos (cerca de 6,2 mil) e na Alemanha (5,1 mil).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.