Candidatos fazem corrida aos tribunais para regularizar redes sociais
A suspensão da campanha de Renan Santos (Missão) pelo Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) e a exposição de que diversos candidatos não haviam informados suas redes sociais aos respectivos tribunais regionais gerou uma corrida dos partidos para regularizar, principalmente na noite de terça-feira (31/8), o que está irregular há mais de duas semanas – o prazo para informar as redes se esgotou em 15 de agosto .
Foi o caso da deputada federal Sâmia Bonfim (PSol-SP), candidata à reeleição, que, como mostrou a coluna , usou um perfil no X não declarado ao TSE para criticar quem não declara perfis ao TSE.
Só após a publicação da reportagem é que a advogada dela peticionou no registro de candidatura que Sâmia possui duas contas no Instagram (ela só havia informado uma), além de perfis no X, TikTok, Threads, Youtube, Facebook e Whatsapp.
Também explicou que a candidata vinha usando um site diferente daquele informado na documentação inicial.
André Janones (Rede), candidato à reeleição em Minas Gerais, foi mais rápido.
Às 17h25, antes de viralizar que ele não havia informado corretamente suas redes sociais ao TSE, peticionou pedindo a indicação de seus perfis no X, no Youtube e no Kwai.
Leia também Demétrio Vecchioli Sâmia critica “burla às regras eleitorais”, mas não informou perfis ao TSE Brasil Renan Santos tem perfis removidos de redes sociais após decisão de Toffoli São Paulo Renan Santos sobre decisão de Dias Toffoli: “Inflexão autoritária” Outro candidato com forte penetração nas redes sociais, o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), que tende a ser um dos deputados federais mais votados de São Paulo, só informou no final da noite de terça-feira ao TSE possuir perfis de campanha no Facebook e no Threads.
A campanha dele pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) para que a demanda tenha tratamento prioritário, “considerando a própria natureza dinâmica e célere do período eleitoral e, sobretudo, os efeitos jurídicos decorrentes da anotação dos endereços eletrônicos perante a Justiça Eleitoral” .
Na decisão em que suspendeu a candidatura de Renan Santos à Presidência da República, o ministro Dias Toffoli citou que o político do Missão até havia informado, em 19 de agosto, sobre 16 redes sociais.
Mas o fez sem informar o TSE da urgência do pleito.
Na corrida ao Senado, André do Prado (PL) só informou na noite de terça que possui perfis no TikTok e no X (ele já havia declarado o Instragram).
Já Ricardo Salles (Novo) segue sem informar, por exemplo, que tem conta pessoal no Tiktok e de “apoio” a ele em diversas redes.
É a mesma situação, por exemplo, de Jair Renan Bolsonaro (PL), que concorre a deputado federal por Santa Catarina, e não informou ao TRE-SC nenhuma rede social.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.