Drauzio Varella reforça papel humano do médico na era da inteligência artificial
Já não é nenhuma novidade que a inteligência artificial chegou para ficar e revolucionar várias áreas profissionais.
Uma delas é a medicina, na qual a tecnologia tem sido uma grande aliada na otimização do tempo, na ampliação de acesso ao conhecimento e também na tomada de decisões clínicas.Mas, para o médico oncologista Drauzio Varella, nenhum avanço tecnológico será capaz de substituir aquilo que está no centro da relação entre médico e paciente: o contato humano.A reflexão do médico foi um dos principais momentos do painel "O impacto da tecnologia acelerada na medicina e a necessidade de reflexão ética" durante a 3ª edição do Afya Summit 2026, realizado no sábado, 29, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Com o tema “Da revolução tecnológica à revolução humana” voltado ao uso da inteligência artificial e à humanização da saúde, o evento, que reuniu médicos, especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores e estudantes de medicina, abordou os impactos das novas tecnologias na prática médica.Em um bate papo com Gustavo Meirelles, vice-presidente médico e de relações institucionais da Afya, Drauzio revelou ser adepto da inteligência artificial e que usa uma ferramenta para auxiliar na análise de casos clínicos.Ele explicou que a ferramenta lhe auxilia no ganho de tempo e, ao inserir os detalhes de um paciente, ela reúne evidências de publicações científicas de referência e apresenta possibilidades para a aplicação daquele conhecimento ao caso específico.No entanto, Varella afirmou que, apesar das facilidades apresentadas pelo instrumento, a decisão final será sempre sua.
“Ela [IA] não dá receita, não.
Eu que vou decidir, claro.
Mas, eu tenho todos os dados, que é aquilo que me tomava um tempo absurdo", esclarece.
Na avaliação dele, a IA pode ajudar profissionais a acessar informações que antes exigiam horas de pesquisa na literatura científica.
Entretanto, ele fez uma ressalva: a tecnologia deve ser usada como ferramenta e não como substituta do profissional."O médico vai ser sempre necessário, porque a medicina, a gente diz que é uma ciência e é uma arte...Essa função do médico sempre vai existir.
E isso vai permanecer de uma forma cada vez mais importante na medida em que justamente a tecnologia é impessoal, totalmente impessoal”, defende Drauzio Varella.
“Medicina é uma profissão que se faz com as mãos”Ao falar sobre humanização, Drauzio criticou uma situação cada vez mais comum nos consultórios: o médico concentrado na tela do computador enquanto o paciente tenta estabelecer uma relação pessoal durante a consulta.“Hoje, é, talvez, a queixa mais frequente dos dos doentes. 'Ah, eu fui ao médico, ele nem olhou na minha cara'.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.