Nove famílias recorrem ao DNA na busca por desaparecidos em MS
Mutirão realizado entre os dias 24 e 28 de agosto coletou amostras de DNA de nove familiares de pessoas desaparecidas em Mato Grosso do Sul.
Conforme balanço da Polícia Científica, foram cinco coletas em Campo Grande e quatro no interior.
O material segue para processamento.
A iniciativa busca auxiliar na localização e identificação de desaparecidos por meio do cruzamento do DNA dos familiares com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas que ainda não foram identificadas.
Para o delegado adjunto da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), Edgard Punsky, a baixa procura pela coleta ocorre porque poucos casos permanecem como desaparecimento por tempo prolongado.
Segundo ele, muitas pessoas são localizadas antes que os familiares precisem recorrer à identificação genética.
Entre os casos atendidos pela polícia estão desaparecimentos envolvendo idosos, inclusive pessoas com Alzheimer, e usuários de entorpecentes.
Conforme o delegado, a coleta de material genético funciona como mais uma ferramenta para auxiliar as investigações.
Apesar do mutirão, o serviço é oferecido durante todo o ano.
Familiares podem procurar uma unidade da Polícia Científica no Estado a qualquer momento, desde que tenham o boletim de ocorrência do desaparecimento.
Após a coleta, o perfil genético é incluído em banco de dados e comparado com os registros disponíveis, inclusive de pessoas falecidas ainda sem identificação.
A preferência é por parentes de primeiro grau, começando por pai e mãe biológicos, seguidos por filhos e irmãos.
Na ausência deles, outros familiares podem ser considerados.
O procedimento pode ser feito com um cotonete passado na parte interna da bochecha ou por meio de uma gota de sangue retirada do dedo.
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