Itaú BBA: Investidor local volta à Bolsa e estrangeiro reduz ritmo de saída; saiba que tipo de ações eles estão escolhendo
O investidor local começou a colocar o caixa para trabalhar na Bolsa brasileira, mas ainda sem disposição para assumir grandes riscos.
É o que aponta o Itaú BBA em relatório baseado em conversas recentes com gestores de fundos.
A melhora do sentimento ocorre em meio a valuations mais descontados, inflação mais favorável e expectativa de continuidade da queda dos juros .
O banco espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic neste mês, levando a taxa a 13,75% no fim de 2026.
O movimento ainda é seletivo.
Entre as preferências dos investidores estão empresas domésticas de qualidade, utilities, exportadoras e incorporadoras voltadas à baixa renda .
Já companhias de consumo, negócios mais dependentes do ciclo econômico e do crédito continuam fora do radar.
Estrangeiro reduz pressão O fluxo estrangeiro, que vinha pressionando a Bolsa, também começou a dar sinais de alívio.
O saldo líquido acumulado no ano, que chegou a R$ 69 bilhões em meados de abril, recuou para R$ 17,9 bilhões posteriormente.
Mais recentemente, porém, o ritmo de saída diminuiu e o fluxo em uma janela de cinco dias chegou brevemente a ficar positivo.
Para o Itaú BBA, o posicionamento dos investidores continua relativamente leve.
O indicador de sobrecompra e sobrevenda do banco mostrou o Ibovespa em território de sobrevenda abaixo dos 171 mil pontos em meados de agosto — nível que, historicamente, foi seguido por uma alta média de 5% nos oito períodos seguintes.
Ainda assim, o banco não recomenda correr para ações de alto beta.
A estratégia é manter uma carteira equilibrada entre empresas domésticas de qualidade, exportadoras e ações defensivas, com fluxo de caixa previsível e características semelhantes às de títulos de renda fixa .
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