O Bahia busca caminhos criativos para falar sobre violência contra mulheres
O estudo 'Futebol e Violência contra a Mulher', do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontou que os registros de ameaça contra mulheres aumentam quase 28% em dias de jogos e os casos de lesão corporal por violência doméstica crescem quase 30%. A mesma pesquisa mostra que entre jovens de 15 a 29 anos os registros de ameaça e lesão corporal aumentam 44% em dias de jogos. São números de uma guerra que indicam que a masculinidade não está preparada para lidar com frustrações e precisa ser corrigida.
Diante desse cenário, o Bahia, o Fundo de População da ONU e a Propeg criaram uma ação-manifesto que levou o nome de 'Terceiro Tempo'. A ação transformou o estádio em um espaço de protesto nos seguintes termos: logo depois da partida contra o Inter, realizada no dia 30 de agosto, algumas mulheres ficaram na Fonte Nova depois que o jogo acabou.
O grupo foi formado por influenciadoras, torcedoras, funcionárias do Bahia e convidadas. Enquanto elas protestavam o telão mostrava a frase: "Ficar no estádio é mais seguro do que em casa", chamando a atenção para os crimes que em sua maioria são cometidos dentro dos lares. O recurso de ligar para o 180 e relatar as agressões também foi divulgado.
É importante divulgar que em caso de violência doméstica precisamos ligar para o 180, mas todas as mulheres também que, em uma situação de violência, pegar o celular e pedir ajuda raramente é opção. Seria preciso envolver mulheres na idealização de ações que possam não apenas trabalhar com punição mas também com prevenção e educação.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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