Como marcas querem transformar Copa do Mundo feminina em novo 'fenômeno'
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será tratada pelas marcas não apenas como mais um grande evento esportivo, mas como uma oportunidade para acelerar a transformação do futebol feminino no Brasil.
O tema esteve presente em um dos painéis de abertura do SP2B, festival de inovação, cultura e empreendedorismo, que acontece nessa semana no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.
Carla Mita Shymura, CMO da Visa Brasil; Ebru Semizer, diretora de marketing da Hyundai Brasil; e André Svartman, CMO da Adidas Brasil, estiveram no debate, que abriu o Summit Fifa, realizado ontem (10).
Os três executivos discutiram como as estratégias utilizadas pelas empresas na Copa do Mundo masculina de 2026 podem servir de ponto de partida para o Mundial feminino, que será realizado no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.
A competição será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul e terá oito cidades-sede. A expectativa apresentada no painel é de que o torneio vá muito além dos estádios, movimentando consumo, turismo, empreendedorismo e cultura.
Para as marcas, o principal aprendizado da Copa masculina foi justamente esse: não basta estar presente como patrocinadora. É preciso fazer o evento entrar na vida das pessoas.
"Estar em um evento como esse é extremamente importante e uma responsabilidade muito grade. Precisamos conectar a marca com a emoção de cada seleção, com a emoção de cada torcedor", diz Ebru.
A Adidas, por exemplo, enxerga uma das principais oportunidades na aproximação cada vez maior entre esporte, moda e cultura. Svartman lembrou que a empresa deixou de enxergar seus produtos apenas pelo desempenho esportivo —e passou a trabalhar também a maneira como eles circulam no cotidiano.
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