Donos da Azzas fecham acordo para separar marcas Arezzo&Co e SOMA
Reorganização societária vai separar a Azzas nas marcas independentes Arezzo&Co e SOMA. A operação foi fechada por meio de um acordo entre os principais acionistas do grupo, representados pelo bloco de Alexandre Birman, presidente da Azzas 2154, e o bloco de Roberto Jatahy, comandante de uma das divisões da holding.
Mudança ocorre em meio às divergências recentes sobre a governança e os caminhos estratégicos do grupo. Segundo a empresa, a divisão resolve conflitos internos e dá mais foco para cada negócio crescer. "A próxima etapa de desenvolvimento dos negócios exige maior foco, autonomia de gestão, clareza de responsabilidades e disciplina na alocação de capital", destaca o comunicado emitido pelo conglomerado.
Acordo prevê o encerramento imediato de disputas judiciais e processos de arbitragem entre os blocos de acionistas. Os grupos Birman e Jatahy assumiram o compromisso de extinguir as ações em andamento e não iniciar novos litígios sobre fatos passados.
Busca por parceiros ou venda da FARM Rio continuará sob orientação do banco Morgan Stanley. A instituição financeira atua como assessora de negócios para avaliar as alternativas da marca, mas ainda não há acordo de venda assinado.
Troca de ações ainda vai definir o controle final das companhias sem diluir os sócios minoritários. Após a troca de papéis, o Bloco Birman deterá 32,13% da Arezzo&Co e 6,18% da SOMA. Já o Bloco Jatahy ficará com 25,95% da SOMA.
Arezzo&Co e SOMA serão listadas de forma independente no Novo Mercado da Bolsa brasileira. Ambas as empresas vão começar a operar com nível de endividamento equivalente, mantendo o free float (ações que circulam livremente no mercado) em 67,87%.
Conclusão da divisão dos negócios ainda depende de aprovações regulatórias e deve ocorrer em 2027. O processo precisa do aval de credores e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), com previsão de término no primeiro trimestre do ano que vem.
Presidente da Azzas 2154, Alexandre Birman, afirmou que a divisão transforma as divergências em solução. Ele destaca que o acerto cria uma solução empresarial para preservar o patrimônio das marcas. "Acredito que essa reorganização cria melhores condições para todos os nossos acionistas. Teremos companhias mais simples, com estratégias mais claras e maior capacidade de execução", disse.
Encerramos um capítulo importante da nossa história e iniciamos outro com respeito pelo que construímos juntos, confiança nas pessoas e marcas que fazem parte dessas empresas e enorme responsabilidade pelo valor que ainda temos pela frente para criar. Alexandre Birman
Presidente de uma das divisões da holding, Roberto Jatahy, destacou que a SOMA ganha total autonomia para suas grifes. "Chegamos a uma solução que respeita o trabalho construído até aqui e cria uma base clara para o futuro. [...] Permanecemos também sócios na FARM Rio, uma marca que ajudamos a desenvolver no Brasil e internacionalmente e que ainda possui uma importante avenida de crescimento", avaliou.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.