Cury é o Marçal que toma Lexotan, e Lulinha tirou votos de Lula
Augusto Cury é o Marçal que toma Lexotan.
Um tipo conhecido de charlatão que, infelizmente, no Brasil, cresce como mato.
Autor de “O Homem Mais Inteligente da História”, “Armadilhas da Mente”, “O Vendedor de Sonhos”, “Você é Insubstituível” — livros de autoajuda que o tornaram bilionário —, Cury é o candidato mais rico da disputa eleitoral.
E conseguiu, nesta primeira semana de entrevistas na Globo e de horário eleitoral gratuito, se tornar o fenômeno deste começo de eleição.
Na pesquisa BTG/Nexus , Cury surge com 11%.
Na Atlas , aparece com 7,8%.
É um crescimento expressivo para uma candidatura que, até pouco tempo, não estava no centro da disputa.
O dado politicamente mais importante é de onde podem estar vindo esses votos.
Cury começa a ocupar um espaço entre os eleitores que não querem votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro.
E, convenhamos, sua candidatura está muito mais à direita do que à esquerda.
Por isso, quem deveria estar mais preocupado com esse movimento é Flávio.
Ainda é cedo para saber se Cury terá fôlego para se consolidar ou se esse fenômeno será passageiro.
Mas sua ascensão já muda a dinâmica da disputa porque introduz uma candidatura capaz de embaralhar o campo que parecia destinado a uma polarização mais direta.
Há, porém, uma questão que pode ser decisiva para o futuro da candidatura.
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