Justiça solta vereador preso em operação contra braço financeiro de facção que movimentou R$ 500 milhões
Vereador é preso em operação contra braço financeiro de facção criminosa que movimentou R$ 500 milhões.
Redes sociais/Reprodução A Justiça soltou o vereador José Weder Basílio Rabelo (PP), de Morada Nova, no interior do Ceará.
Ele foi preso em maio deste ano, durante uma operação contra o braço financeiro de uma facção criminosa, responsável por movimentar R$ 500 milhões.
A decisão judicial é da última segunda-feira (31), e ele foi solto nesta terça (1º).
À época, Weder Basílio se tornou o sexto parlamentar de Morada Nova preso em 2026.
Os outros cinco foram capturados em operação contra financiamento de campanhas eleitorais por facção. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Na decisão, o juiz argumentou que não foram identificados elementos que demonstrem transações financeiras diretas entre as contas do vereador e das pessoas apontadas como operadoras financeiras do núcleo criminoso.
A decisão permite que o vereador acompanhe em liberdade o andamento do inquérito, de acordo com as determinações estabelecidas pela Justiça.
A concessão atende ao pedido formulado pela defesa, representada pelo advogado Igor César Rodrigues.
José Weder foi colocado em liberdade com as seguintes medidas cautelares: monitoração eletrônica pelo período de 180 dias com uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se ausentar do município; proibição do exercício de atividade de natureza econômica ou financeira; proibição de sair do país e obrigação de entregar o passaporte; proibição de manter contato com outros investigados da operação; comparecimento pessoal e obrigatório a todos os atos do inquérito e do eventual processo a que forem convocados; recolhimento domiciliar nos finais de semana e feriados.
O advogado Igor Rodrigues afirmou que "o combate às facções tem que ter a prudência de não encontrar como alvo pessoas que são inocentes.
Não pode ser um combate desmedido, desproporcional, tem que ser um combate certeiro, sobretudo para não se fazer uma injustiça maior do que a justiça que se busca fazer".
A defesa destaca que a decisão judicial trata da situação cautelar do envolvido e não representa, neste momento, um julgamento definitivo sobre as acusações.
Operação Consorte A ação policial mirou o braço financeiro da organização criminosa com atuação no Ceará e Minas Gerais.
Batizada de Operação Consorte, a ação ocorreu em municípios cearenses e em Belo Horizonte, com o cumprimento de mandados judiciais e a mobilização de mais de uma centena de agentes.
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