TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
A TRX , gestora do fundo imobiliário TRX Real Estate Fundo de Investimento Imobiliário (TRXF11 ), deu mais um passo atrás na estratégia de forte expansão do portfólio .
Após informar que desistiu de comprar um ativo icônico da Faria Lima , a gestão informou que também decidiu pular fora da aquisição de cinco imóveis da Cy.Capital , plataforma de investimentos imobiliários do Grupo Cyrela .
Em documento divulgado pelo grupo nesta manhã (31), a TRX informou que não tem mais intenção de seguir com a potencial operação.
Ela havia informado a Cyrela na noite de sexta-feira (28).
Com o anúncio, a gestora encerrou o memorando de entendimentos não vinculante (MoU) firmado entre as partes no início deste mês.
As aquisições foram anunciadas em conjunto com a divulgação da 13ª emissão de cotas do TRXF11 , que pode chegar até R$ 10 bilhões se houver demanda.
Porém, segundo a gestão, a operação não será afetada pela desistência, já que a TRX deixou a negociação com a Cyrela de fora do pipeline da viabilidade da emissão.
Já a Cyrela destacou que o memorando não constituía vínculo, contrato ou obrigação de qualquer natureza para fechar a potencial operação.
“O MoU será, portanto, distratado nesta data, mediante acordo mútuo, sem qualquer ônus, penalidade ou obrigação adicional entre as partes”, disse em documento.
Em nota ao Seu Dinheiro, a TRX informou que a decisão de não prosseguir com a aquisição "decorreu de uma reavaliação das condições econômicas da transação diante do cenário atual de mercado", disse.
A operação desfeita No dia 5 de agosto, o TRX Real Estate assinou o memorando com a Cyrela para a aquisição de cinco propriedades pelo valor de R$ 2,13 bilhões.
Na lista aparecia o Edifício Cyrela Corporate, que está sendo erguido na Rua Oscar Freire e que já foi alugado pela Cyrela para o Nubank , em um contrato de dez anos.
O negócio com a Cyrela envolvia também quatro galpões logísticos: dois estão na região metropolitana de São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Extrema (MG).
Na leitura de analistas, a operação poderia contribuir para uma melhora da estrutura de capital da companhia, além de elevar a possibilidade de distribuição de dividendos extraordinários.
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