O que falta para o ajuste fiscal? Alckmin põe parte da culpa no Banco Central
O ajuste fiscal tem sido apontado como o maior calcanhar de Aquiles da economia brasileira e uma das principais críticas ao governo atual.
Mas o vice-presidente Geraldo Alckmin , candidato à reeleição com Lula , disse qual é o plano para resolver o problema.
No evento Macro Day 2026 , realizado nesta segunda-feira (31) pelo BTG Pactual , Alckmin defendeu que o ajuste fiscal se dará com a redução nas despesas públicas e nos juros combinadas com o estímulo ao crescimento da economia pelo governo.
O vice-presidente criticou a atual taxa de juros , de 14% ao ano.
Alckmin destacou que esse patamar de Selic pressiona o aumento da dívida pública e consequentemente, sua relação com o Produto Interno Bruto (PIB) , que supera 82%.
“Há um princípio da medicina que vale para a economia: suprima a causa que o efeito cessa.
É preciso agir na causa, melhorando a despesa e estimulando o crescimento da economia”, disse Alckmin.
Ele defende que o governo federal deve entregar o atual mandato com um déficit primário zero e projeta superávit de 0,5% do PIB para 2027.
Alckmin lembrou do déficit de 9,7% do PIB em 2020, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro , que sofreu impacto da pandemia do coronavírus.
“É um déficit que tem que ir para o Guinness Book.
Covid teve no mundo inteiro e no México o déficit foi 0,5%”, criticou o vice-presidente, que prometeu “superávits crescentes” caso seja reeleito com Lula.
Briga declarada ao BC? Alckmin criticou a política do Banco Central de elevar a taxa básica juros após altas na inflação ocorrida por fatores conjunturais, como os efeitos climáticos em alimentos e a guerra no Irã , que pressionou os preços de petróleo e combustíveis.
“Não sou economista, mas tem coisas que não adianta aumentar os juros.
Elevar juros não vai fazer chover para ter mais alimentos e o petróleo é geopolítica”, disse.
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