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Influencer Eduardo Razuk se torna réu por venda ilegal de rifas na internet

Por Redação 5News · · com informações de G1 Mato Grosso do Sul
Influencer Eduardo Razuk se torna réu por venda ilegal de rifas na internet

Influenciador Eduardo Razuk é condenado ao banquillo por operação de rifas clandestinas

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu aceitar a denúncia e transformar em réu o digital influenciador Eduardo Razuk, conhecido pelas redes sociais por sua atuação na promoção de sorteios de automóveis de alto valor por meios online. O pronunciamento judicial ocorreu na última quinta-feira, conforme comunicado oficial do tribunal. Razuk permanece sob custódia desde agosto, investigado por suspeita de participação em esquema de lavagem de valores, envolvimento em organização criminosa e conduta irregular ligada à exploração de jogos de azar sem permissão legal.

A denúncia abrange também o irmão de Eduardo, Rafael Razuk, além de outras seis pessoas envolvidas, todos igualmente denunciados como partícipes na suposta estrutura ilegal. Os nomes de todas essas pessoas constam no registro oficial do tribunal estadual, que publicou as informações dessa terça última.

O Personagem Central

Eduardo Razuk construiu presença destacada em plataformas de redes sociais, acumulando aproximadamente dois milhões de seguidores que acompanhavam seu conteúdo. Sua marca registrada consistia em divulgar oportunidades de participação em sorteios de veículos premium, com valores de entrada começando a partir de um real e quarenta e nove centavos. Mediante seus perfis digitais, o influenciador compartilhava registros em vídeo onde dirigia esses automóveis caros e exibia sua coleção de máquinas importadas, muitas delas trazidas do mercado europeu. Esses conteúdos alimentavam a imagem de sucesso e prosperidade que o influenciador mantinha junto a seu público.

A Estrutura Investigatória

As autoridades de segurança pública iniciaram a apuração tendo como foco justamente a atuação do influenciador sediado em Campo Grande. O trabalho investigativo levou a conclusões que apontavam para a ocorrência sistemática de sorteios conduzidos por Razuk desde 2019, todos operados pela rede mundial de computadores para fins lucrativos, sem interrupção ao longo de todos esses anos. Os policiais conseguiram documentar mais de cem edições diferentes dessa atividade.

Os prêmios oferecidos nos sorteios girava majoritariamente em torno de automóveis classificados como de luxo, com valores de mercado situados entre quinhentos mil reais e um milhão de reais. Além dos veículos, constavam também como prêmios telefones celulares de alta gama e transferências monetárias realizadas por aplicativo de pagamento instantâneo.

A investigação evidenciou que durante todo o período compreendido entre 2019 e 2025, a condução desses sorteios não contava com qualquer tipo de autorização ou licença emitida pelos órgãos estatais responsáveis pela regulação dessa atividade econômica. Tratava-se, portanto, de operação totalmente clandestina do ponto de vista legal.

A Mudança de Estratégia

A partir de 2025, conforme apontado pela Polícia Civil, o grupo investigado implementou uma reformulação em sua estrutura operacional. Segundo os investigadores, essa reestruturação tinha como propósito conferir uma aparência de legalidade aos sorteios e tornar mais difícil o rastreamento da procedência dos recursos financeiros movimentados. Essa modificação representava uma tentativa de adaptação frente ao escrutínio das autoridades.

A estratégia implementada envolveu a participação formal de uma empresa sediada na Paraíba que possuía legitimidade legal para explorar atividades de loteria dentro daquele estado. Essa empresa passou a constar oficialmente como a entidade responsável pela organização dos sorteios. Entretanto, Eduardo Razuk seria apresentado somente como um divulgador ou promovedor, sem aparecer como o verdadeiro condutor da operação.

No entanto, segundo a análise feita pela Polícia Civil, essa disposição formal não correspondia ao funcionamento concreto das atividades. A investigação sugere que a empresa sediada na Paraíba funcionaria como uma organização de fachada, constituída especificamente para permitir que influenciadores localizados em diversos estados da federação continuassem realizando suas atividades de sorteios sob um manto de aparente legalidade.

Contexto: A Regulação das Loterias no Brasil

As rifas e sorteios no Brasil são atividades reguladas pela legislação federal. Apenas entidades devidamente autorizadas pelos órgãos competentes possuem permissão para promover esse tipo de atividade econômica. A exploração de loterias sem a devida autorização constitui crime previsto no Código Penal brasileiro, configurando-se como exploração ilegal de jogos de azar.

A crescente utilização de plataformas digitais para esse tipo de atividade criou desafios consideráveis para as autoridades de fiscalização e segurança. Influenciadores com grande alcance nas redes sociais apresentam capacidade amplificada de oferecimento desse tipo de serviço, atingindo públicos massivos com relativa facilidade. Isso motivou maior atenção das autoridades aos esquemas de sorteio operados por personalidades digitais.

A acusação de lavagem de dinheiro sugere que os recursos obtidos através dos sorteios irregulares estariam sendo inseridos no sistema financeiro de forma a dissimular sua origem ilícita. Essa prática, conhecida como branqueamento de capitais, constitui crime grave no ordenamento jurídico brasileiro.

A Posição da Defesa

A equipe jurídica do influenciador pronunciou-se mediante nota oficial, argumentando que as provas já apresentadas no procedimento criminal ainda não foram adequadamente analisadas no contexto dessa decisão do tribunal que o tornou réu. Essa contestação sugere que os advogados pretendem continuar questionando a solidez das acusações nas etapas subsequentes do processo.

O que Acompanhar

O processo segue para as próximas fases do sistema judiciário. Será necessário acompanhar os desdobramentos da ação penal, incluindo possíveis apresentação de novas provas por ambas as partes e as manifestações da defesa contra as acusações. As investigações podem revelar mais detalhes sobre a dimensão financeira do esquema, quantos consumidores foram envolvidos e qual foi o volume total de recursos movimentados.

Outro ponto a observar refere-se à possível identificação de outros influenciadores que possam ter funcionado dentro dessa mesma estrutura, já que a investigação aponta para um esquema que teria possibilitado a atuação de múltiplos personagens digitais em diversos estados. O desfecho do caso de Eduardo Razuk pode servir como precedente para futuras ações contra atividades similares conduzidas por influenciadores nas redes sociais.

Principais pontos:

• O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia e transformou em réu o influenciador Eduardo Razuk, acusado de promover sorteios ilegais de automóveis de luxo na internet desde 2019.

• A investigação identificou mais de cem edições de rifas operadas sem autorização legal, com prêmios avaliados entre meio milhão e um milhão de reais, além de celulares e transferências por Pix.

• A partir de 2025, o grupo tentou adotar uma estrutura envolvendo uma empresa da Paraíba com licença para loterias, apresentando Razuk como mero divulgador para aparentar legalidade.

• O influenciador também responde por suspeita de lavagem de dinheiro e associação criminosa, juntamente com seu irmão Rafael e outras seis pessoas que também viraram rés no processo.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 Mato Grosso do Sul — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.

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