Por que qualquer empresa precisa de uma “vistoria prévia” antes de lançar IAs
Por João Lucas Saldanha, Quando uma grande construtora planeja um empreendimento de alto impacto, um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), para de terminar eventuais consequências ao ecossistema, é feito sem muito que stionamento.
Na mesma linha, de sde que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor, Relatórios de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) são realizados antes de implementar qualquer novo tratamento de informações pessoais.
Curiosamente, no entanto, quando o assunto é Inteligência Artificial, a nova “galinha dos ovos de ouro” do mercado corporativo, o mesmo rigor não é aplicado, como se os algoritmos fossem imunes a efeitos colaterais.
Triagem de talentos, concessão de crédito, análise de fraudes ou direcionamento de ofertas, apenas para citar alguns exemplos, são frequentemente de legados à IA sem qualquer tipo de análise prévia de risco.
Como resultado disso, temos empresa s “surpreendidas” por problemas como (mas não limitados a) vieses discriminatórios automatizados, vazamentos de segredos de negócio e perda de reputação.
Para combater o que podemos entender como uma ilusão de controle, uma ferramenta de governança, que , se não é necessariamente nova, é cada vez mais indispensável: AIIA – Avaliação de Impacto de Inteligência Artificial.
De forma resumida, trata-se de uma vistoria técnica, jurídica e ética realizada durante todo o ciclo de vida de um sistema de IA, da sua concepção e treinamento de dados até a implantação no dia a dia da operação.
O que , em primeira análise, pode parecer mais uma burocracia paralisante, é na verdade uma garantia de que perguntas incômodas, mas necessárias, serão feitas antes do código ir ao ar.
Como esse modelo lida com dados? Como toma de cisões? Que impactos, diretos e/ou indiretos, pode gerar na vida dos colaboradores e na saú de financeira da empresa ? Leia mais: Localiza soma 10 mil agentes de IA e redesenha forma de trabalhar Pode parecer um conceito recente no mundo B2B tradicional, mas já é pauta nas principais autoridades governamentais e organismos internacionais, que tratam a avaliação de impacto ético como o pilar fundamental da maturidade digital.
A UNESCO, por exemplo, de senvolveu a Metodologia de Avaliação de Prontidão e o Ethical Impact Assessment , instrumentos adotados por mais de 190 países para garantir que o de senvolvimento tecnológico coloque as pessoas e os direitos humanos em primeiro lugar.
Já no Brasil, a administração pública segue um caminho parecido, por meio do Framework AIE (Autoavaliação de Impacto Ético da Inteligência Artificial no Setor Público).
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