Maior cidade dos EUA proíbe uso de inteligência artificial nas escolas para alunos mais jovens
O sistema público de ensino da cidade de Nova York vai proibir o uso de ferramentas de inteligência artificial por estudantes até o 8º ano , em uma mudança que altera as regras para o uso de tecnologia nas salas de aula da maior rede escolar dos Estados Unidos.
A medida entra em vigor na próxima semana e faz parte de uma revisão mais ampla das políticas digitais adotadas pela cidade, que atende cerca de 900 mil alunos por ano .
A decisão ocorre após professores, famílias e especialistas levantarem preocupações sobre os efeitos do uso precoce e sem controle da inteligência artificial no processo de aprendizagem.
Entre os principais receios está a possibilidade de que estudantes passem a delegar tarefas de raciocínio aos sistemas automatizados, reduzindo o desenvolvimento de habilidades cognitivas.
Pesquisadores definiram esse comportamento como “rendição cognitiva” , conceito utilizado para descrever situações em que pessoas transferem etapas do pensamento e da tomada de decisão para ferramentas de inteligência artificial.
Uso da tecnologia será permitido apenas com restrições no ensino médio Pelas novas regras, estudantes poderão utilizar ferramentas de inteligência artificial apenas a partir do ensino médio, que começa na nona série no sistema norte-americano.
Mesmo nessa etapa, o uso será limitado a atividades específicas, principalmente voltadas ao aprendizado sobre o funcionamento da própria tecnologia.
A rede pública também proibirá o uso de chatbots de inteligência artificial voltados para apoio psicológico aos alunos .
A justificativa está relacionada às preocupações sobre a substituição de acompanhamento humano por sistemas automatizados.
Para os professores, a política estabelece regras diferentes.
Educadores poderão recorrer à IA para tarefas como preparação de aulas e elaboração de comunicações, mas ficarão impedidos de utilizar essas ferramentas para corrigir trabalhos dos estudantes.
Nova York também limita uso de telas nas salas de aula A reformulação das políticas digitais não envolve apenas inteligência artificial.
A cidade também decidiu restringir o uso de laptops e tablets entre os alunos mais novos.
Estudantes até a terceira série, geralmente com idade entre 9 e 10 anos, não poderão utilizar esses equipamentos durante as aulas.
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