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Taxas dos DIs fecham em baixa após pesquisa expor distância menor entre Lula e Flávio

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Taxas dos DIs fecham em baixa após pesquisa expor distância menor entre Lula e Flávio

SÃO PAULO, 2 Set (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam ⁠a quarta-feira com baixas firmes em toda a curva, após uma nova pesquisa eleitoral ⁠indicar redução numérica da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na ‌disputa pelo Planalto.

Pela manhã, números da indústria também trouxeram um viés de baixa para as taxas, ao reforçarem a percepção de desaceleração da economia brasileira.

Leia também Bolsas da Europa fecham em queda, pressionadas por EUA-Irã e alta de títulos Avanço dos custos de energia manteve temores inflacionários no radar Bolsas de NY sobem mesmo com disparada dos juros dos títulos globais Rendimentos dos Treasuries avançam com petróleo, inflação e dívida no radar, mas ações encontram suporte no otimismo com inteligência artificial No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,675%, com baixa de ‌8 pontos-base ante o ajuste de 13,751% da sessão anterior.

Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,385%, com recuo de 13 pontos-base ante 14,511%.

Divulgada no meio da manhã, a nova pesquisa Quaest revelou que Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 41% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Numericamente a distância entre os dois diminuiu de 3 pontos percentuais na pesquisa ⁠anterior ‌para 1 ponto agora.

No primeiro turno, Lula tem 37%, Flávio soma 29% e Augusto Cury (Avante) aparece com 10%.

Logo após a divulgação da ⁠pesquisa, as taxas dos DIs renovaram mínimas sequenciais, assim como o dólar ante o real, enquanto o Ibovespa atingiu máximas, em uma reação positiva dos agentes.

De modo geral, Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que vê em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

Assim, notícias favoráveis a Flávio têm se refletido positivamente nos ativos.

Antes mesmo da pesquisa, o viés para a curva brasileira era de baixa.

Isso porque o Instituto ​Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial no país cresceu 0,2% em julho ante o mês anterior e cedeu 0,5% em relação a julho do ano passado.

Os resultados foram piores que as projeções dos economistas em pesquisa ​da Reuters, de crescimento de 0,6% no mês e estabilidade na base anual.

O resultado da indústria em julho soma-se a outros indicadores recentes que reforçam a percepção de desaceleração da economia brasileira, corroborando a expectativa de novos cortes da Selic pelo Banco Central no curto prazo.

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