Fusões e aquisições caem 28% até agosto. Portugal movimenta 5,4 mil milhões em negócios da energia à saúde
Agosto nunca é o mês mais quente do ano no que diz respeito aos negócios, mas desta vez foi mais fresco do que o habitual.
No mês passado, as 18 operações de fusões e aquisições, investimentos de capital privado ( private equity ), rondas de capital de risco ( venture capital ) e compra de ativos registadas em Portugal foram menos de metade das de agosto de 2025.
O comportamento do mercado transacional no verão fez com que o número de transações (anunciadas e concluídas) se fixasse em 327 nos últimos oito meses.
Entre janeiro e agosto, o mercado português de Mergers & Acquisitions (M&A) caiu 28% em número de contratos e movimentou 5,4 mil milhões de euros, o que significa uma queda de 59% em valor , em termos homólogos, de acordo com a informação da TTR Data enviada ao ECO.
De entre os mais de 300 negócios envolvendo portuguesas, do início do ano até à rentrée , a maioria (287) ficou concluída e cerca de um terço (32%) teve o preço divulgado.
O setor de imobiliário voltou a destacar-se, seguindo-se a tecnologia (Internet, software e serviços tecnológicos) e dos serviços de apoio empresarial e profissional, onde se inclui o outsourcing ou a consultoria.
Apesar de a energia não entrar neste pódio do M&A, foram as compras e vendas nesta área – encabeçadas pelo grupo EDP ou pela Galp – que sobressaíram entre os negócios mais pujantes.
Fusões e aquisições movimentam 4,5 mil milhões até julho Ler Mais A compra de 100% da EDP Renováveis Brasil, que pertencia à EDP Renewables, por parte da EDP Brasil, avaliada em cerca de 700 milhões de euros , foi a mais badalada nesta base de dados de M& A.
O objetivo deste reajuste de portefólios foi integrar as operações de produção, trading e fornecimento de eletricidade no Brasil na sua EDP – Energias do Brasil S.A.
No entanto, é o típico exemplo que costuma fazer soar os alarmes entre os assessores portugueses mais atentos aos rankings , porque é uma subsidiária brasileira, embora seja detida por uma multinacional com sede em Lisboa.
Logo abaixo, na lista dos principais negócios assinados nestes oito meses, surge a Galp Energia, que adquiriu um portefólio eólico em Espanha , com 361 megawatts de capacidade, à Acciona Energía, no final de julho.
Os ativos (15 parques eólicos onshore) foram avaliados em 420 milhões de euros ( enterprise value ) e localizam-se em várias regiões espanholas “com fortes recursos eólicos e historial operacional estabelecido”, como caracterizou a petrolífera.
Fora do âmbito energético, a Healthcare Activos criou um fundo para investir na Europa e comprou três hospitais localizados em Lisboa, Porto e Albufeira, por 250 milhões de euros , que estão a ser explorados pelo grupo privado Lusíadas Saúde .
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